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🗳️ EFEITO TARCÍSIO PREOCUPA MARINA E TEBET EM DISPUTA EMBOLADA PELO SENADO EM SÃO PAULO

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Imagem Pública Internet

⚠️ Governador aparece com possibilidade de reeleição no primeiro turno e apoia André do Prado e Guilherme Derrite; Datafolha mostra quatro candidatos tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas

A força eleitoral do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a ocupar posição estratégica também em outra disputa das eleições de 2026: as duas vagas paulistas para o Senado Federal.

Aliados das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) demonstram preocupação com a possibilidade de Tarcísio utilizar sua vantagem na corrida pelo Governo do Estado para impulsionar os candidatos ao Senado que integram seu campo político.

O governador apoia André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Marina e Tebet, por outro lado, estão no campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT).

A preocupação ganhou ainda mais peso diante dos números divulgados pelo Datafolha.

📊 QUATRO CANDIDATOS ESTÃO TECNICAMENTE EMPATADOS

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11) aponta:

Marina Silva (Rede): 13%
Simone Tebet (PSB): 13%
André do Prado (PL): 11%
Guilherme Derrite (PP): 10%
Ricardo Salles (Novo): 5%

Com margem de erro de dois pontos percentuais, Marina, Tebet, André e Derrite estão tecnicamente empatados.

O levantamento ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre os dias 8 e 10 de setembro, possui nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos SP-04189/2026 e BR-03904/2026.

🚀 TARCÍSIO TEM 49% E PODERIA VENCER NO PRIMEIRO TURNO

É justamente aqui que aparece o chamado “efeito Tarcísio”.

No levantamento do Datafolha para o Governo de São Paulo, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto, contra 29% de Fernando Haddad.

Considerando apenas os votos válidos, o governador alcança 56%, percentual que, se confirmado nas urnas, seria suficiente para garantir sua reeleição no primeiro turno.

Para André do Prado e Guilherme Derrite, portanto, uma das estratégias naturais da reta final passa a ser associar suas candidaturas à força eleitoral do governador.

E existe uma característica importante nesta eleição que torna essa transferência potencialmente ainda mais relevante.

🗳️ PAULISTA VAI VOTAR EM DOIS SENADORES

Em 2026, cada eleitor paulista poderá escolher dois candidatos diferentes ao Senado.

Isso ocorre porque estão em disputa as duas cadeiras paulistas cujo mandato termina neste ano.

Esse detalhe transforma completamente a estratégia eleitoral.

Um eleitor pode, por exemplo, votar em um candidato de direita para a primeira vaga e escolher alguém de centro ou esquerda para a segunda — ou vice-versa.

É exatamente por isso que as campanhas disputam não somente o eleitor ideologicamente identificado, mas também o chamado “segundo voto”.

🎯 O SEGUNDO VOTO PODE DECIDIR A ELEIÇÃO

Esse pode ser um dos grandes campos de batalha das próximas semanas.

Marina e Tebet possuem potencial para buscar votos entre eleitores de centro e até de centro-direita que não necessariamente pretendam votar duas vezes em candidatos do mesmo grupo político.

Ao mesmo tempo, André do Prado e Derrite podem explorar uma mensagem simples ao eleitor de Tarcísio:

votar nos dois candidatos apoiados pelo governador.

Se essa estratégia conseguir converter parte expressiva dos votos de Tarcísio em votos para sua dupla ao Senado, o cenário poderá mudar rapidamente.

Mas transferência de votos não é automática.

O eleitor pode votar em Tarcísio para governador e escolher Marina, Tebet, Salles ou qualquer outro candidato para o Senado.

🔵 RICARDO SALLES CORRE POR FORA

Há ainda uma variável importante nesse campo eleitoral: Ricardo Salles (Novo).

O deputado federal aparece com 5% no Datafolha e não integra a dupla oficialmente apoiada por Tarcísio.

Politicamente, porém, Salles também apoia a reeleição do governador.

Isso significa que Tarcísio possui uma situação peculiar: sua própria base eleitoral pode acabar dividida entre três candidatos identificados com a direita, ainda que seu apoio oficial esteja direcionado a André e Derrite.

Esse fracionamento pode beneficiar justamente Marina e Tebet.

📉 MAS A ELEIÇÃO AINDA ESTÁ MUITO ABERTA

Outro número do Datafolha ajuda a dimensionar a indefinição.

Na pesquisa estimulada, 18% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato e 14% ainda estavam indecisos.

Na pergunta espontânea, o quadro é ainda mais impressionante: 68% dos entrevistados não souberam indicar seus candidatos ao Senado.

Faltando poucas semanas para a votação, portanto, existe uma quantidade enorme de votos ainda potencialmente disponíveis.

📊 QUAEST MOSTRA UM DESENHO DIFERENTE

E há outro motivo para cautela na interpretação dos números.

Pesquisa Quaest divulgada poucos dias antes mostrou Marina Silva e Guilherme Derrite com 14%, Simone Tebet com 12% e André do Prado com 7%. Ricardo Salles aparecia com 3%.

Os dois levantamentos, portanto, mostram algumas diferenças, mas convergem em um ponto:

a disputa pelas duas cadeiras está aberta.

E isso aumenta ainda mais o peso das estratégias adotadas nesta reta final.

💰 “ASSIMETRIA DE ARMAS” É ALEGAÇÃO POLÍTICA, NÃO FATO COMPROVADO

Aliados de Marina e Tebet também falam em uma suposta “assimetria de armas”, citando maior disponibilidade financeira e possível “uso da máquina” pelos adversários.

Aqui é necessária uma distinção importante.

Maior estrutura financeira de uma campanha não configura irregularidade, desde que os recursos tenham origem permitida, sejam declarados e respeitem as regras eleitorais.

Da mesma maneira, apoio político do governador aos candidatos ao Senado é legítimo.

Já eventual utilização da estrutura administrativa do Estado para favorecer candidaturas poderia configurar irregularidade eleitoral, mas isso depende de fatos concretos e provas.

Não é possível transformar uma acusação política genérica de “uso da máquina” em constatação de ilegalidade.

Inclusive, dados recentes sobre arrecadação mostram que Simone Tebet está entre as campanhas financeiramente mais robustas ao Senado paulista, com R$ 6,6 milhões arrecadados até agora, enquanto André do Prado aparece com aproximadamente R$ 6 milhões.

⚔️ RETA FINAL PODE VIRAR DISPUTA POR “CASADINHAS”

Com quatro candidatos separados por apenas três pontos percentuais e duas vagas disponíveis, a eleição paulista para o Senado tende a entrar agora em uma fase ainda mais estratégica.

Tarcísio tem uma vantagem evidente: lidera amplamente sua própria eleição e pode usar politicamente sua popularidade para pedir votos para André do Prado e Guilherme Derrite.

Marina e Tebet, por outro lado, podem tentar quebrar essa lógica buscando o segundo voto de eleitores que não estejam dispostos a escolher dois candidatos do mesmo campo ideológico.

Ricardo Salles tenta ocupar uma terceira via dentro da própria direita.

E existe ainda um contingente enorme de eleitores que sequer definiu seus dois votos.

Por isso, mais do que simplesmente perguntar quem lidera hoje, talvez a pergunta decisiva para o Senado paulista seja outra:

quando o eleitor estiver diante da urna e precisar escolher dois nomes, quem conseguirá conquistar o segundo voto?

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Fonte: Datafolha, Quaest, Tribunal Superior Eleitoral e informações públicas das campanhas e da imprensa nacional.

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