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Agro

☕ Tarifaço de Trump atinge em cheio o café brasileiro, mas setor aposta em estoques e diplomacia

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📉 Tarifa de 50% já tem data para começar

A partir de 6 de agosto de 2025, entra em vigor a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros exportados ao país. Entre os mais afetados está o café, que tradicionalmente ocupa lugar de destaque nas exportações brasileiras para os EUA.

A decisão impactou diretamente produtores e exportadores, mas o setor do café tem uma particularidade que oferece algum alívio: a possibilidade de armazenamento do grão por meses sem perda significativa de qualidade. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o café arábica pode manter sua qualidade por até oito meses após a colheita.

⏳ Exportadores apostam no tempo e na diplomacia

Diante da nova tarifa, a principal estratégia dos exportadores é aguardar. Como o café colhido em 2025 ainda não foi todo comercializado, a ideia é segurar os estoques e exportar apenas em 2026, na expectativa de que até lá o Brasil consiga uma isenção da tarifa junto ao governo norte-americano.

O setor se animou com recentes declarações do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que mencionou a possibilidade de isenção tarifária para determinados produtos, entre eles o café — embora sem citar países diretamente.

No entanto, ao oficializar a medida, Trump manteve o café fora da lista de exceções, que contém quase 700 itens. Ainda assim, a pressão diplomática e econômica segue intensa nos bastidores.

🇺🇸 Importância do café brasileiro para os EUA

O Brasil é responsável por cerca de um terço do café consumido nos EUA e por 44% da produção mundial de café arábica, o tipo mais valorizado no mercado americano. Trata-se de um produto essencial para a indústria de café norte-americana, sobretudo para a produção de blends, que misturam grãos brasileiros com os de outros países como Colômbia e América Central.

“O impacto econômico é claro, e os compradores sabem que não há como substituir o Brasil. Por isso, a demora nas negociações é natural”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

🚫 Negociações travadas e insegurança crescente

Enquanto o setor torce por uma solução diplomática, as negociações comerciais seguem em ritmo lento. A incerteza sobre a duração da tarifa aumenta o receio entre exportadores.

Se o tarifaço persistir por mais tempo, os EUA poderão procurar fornecedores alternativos, como Vietnã ou países da América Central, embora com menor qualidade e volume. Já o Brasil poderá buscar mercados na Ásia, Europa e Oriente Médio. O problema, segundo especialistas, é que essa realocação afetaria todo o equilíbrio do mercado internacional de café.

“Seria uma nova realidade que o mercado teria que precificar. É incalculável”, reforça Marcos Matos.

📦 Como funciona a exportação do café brasileiro?

O processo de exportação de café é longo e técnico. A colheita ocorre entre maio e agosto. Após a retirada dos grãos, há um período de preparo que leva semanas. O café passa por etapas como a remoção da casca, secagem e classificação por qualidade e densidade, além da separação de defeitos.

Só então o grão é ensacado e transportado em contêineres até os portos, geralmente em Santos ou Paranaguá, de onde segue para o mercado externo.

O café arábica, principal variedade exportada aos EUA, leva até dois meses para ficar pronto após a colheita, conforme aponta o analista Fernando Maximiliano, da consultoria StoneX.

🔄 Brasil tenta reverter medida por meio da diplomacia e pressão comercial

O governo brasileiro, junto com entidades como o Cecafé, está se mobilizando para tentar reverter a inclusão do café na lista de produtos tarifados. Há expectativa de que, diante da dependência norte-americana do café brasileiro, os EUA revejam a decisão ou, ao menos, incluam o produto numa futura rodada de exceções.

Enquanto isso, a aposta segue sendo o armazenamento dos grãos, aguardando uma melhora no cenário internacional para que a exportação em 2026 possa ocorrer sem a carga extra de 50%.


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📰 Fontes: Valor Econômico, BBC, Estadão, Cecafé, StoneX

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