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Brasil

⚖️🔥 Recados de Moraes e ofensiva da PGR marcam 1º dia do julgamento de Bolsonaro no STF

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O início de um julgamento histórico

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta terça-feira (2) ao julgamento do núcleo central da trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. A sessão foi marcada por recados contundentes do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e pelo reforço das acusações apresentadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.


Moraes fala em coragem contra inimigos da democracia 💬

Abrindo os trabalhos, Moraes destacou que a pacificação nacional só pode ocorrer com respeito à Constituição e às leis, deixando claro que não haverá “covardia do apaziguamento”.
Ele lembrou os ataques de 8 de janeiro de 2023 como tentativa de golpe de Estado e frisou que o STF não se curva a pressões internas ou externas, citando inclusive ameaças de Donald Trump ao Brasil.

Em tom duro, disse que “jamais faltará coragem para repudiar inimigos da soberania nacional”, indicando a linha que deve seguir em seu voto, previsto para a próxima semana.


A acusação da PGR contra Bolsonaro e aliados 🏛️

Em mais de uma hora de fala, Paulo Gonet sustentou que o processo criminoso de golpe já estava em curso quando Bolsonaro e o então ministro da Defesa convocaram a cúpula militar.
Ele descreveu atos como as blitzes da PRF e a reunião no Alvorada como exemplos de grave ameaça ao Estado democrático, culminando no “apogeu violento” do 8 de Janeiro.

A PGR pede condenação pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada;

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • Golpe de Estado;

  • Dano qualificado;

  • Deterioração de patrimônio tombado.

Gonet também defendeu a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ainda que com apontamentos de omissões, ressaltando que ela deu profundidade às provas já coletadas pela PF.


As defesas tentam desarmar a acusação ⚖️

As sustentações começaram com a defesa de Mauro Cid, que negou coação e disse que sem sua colaboração fatos importantes não teriam sido conhecidos.

Na sequência:

  • A defesa de Alexandre Ramagem (PL-RJ) criticou a PGR por confundir registros da Abin paralela e pediu que o STF respeite decisão da Câmara que suspendeu parte da ação.

  • O advogado de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, alegou que o militar apenas exerceu sua liberdade de expressão, sem aderir a planos golpistas.

  • A defesa do ex-ministro Anderson Torres acusou a PGR de promover “linchamento moral”, explicando que sua viagem aos EUA estava marcada desde novembro e minimizando a chamada minuta golpista encontrada em sua casa.


O que vem pela frente 🔎

A análise da denúncia continua nesta quarta-feira (3), com a defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, seguida pelos advogados de Jair Bolsonaro, que apresentarão os argumentos finais contra a acusação.

Com a forte ofensiva da PGR e os recados de Moraes, a expectativa é que o julgamento seja um dos mais emblemáticos da história do STF, podendo definir responsabilidades de militares, ex-ministros e do próprio ex-presidente em um suposto plano de golpe de Estado.


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Fontes: Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), defesas oficiais dos réus, sessão plenária de 02/09/2025.

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