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Brasil

Crise no Frango: Gripe Aviária Pode Afundar Exportações e Derrubar Preço no Brasil

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A ameaça da gripe aviária voltou a rondar o agronegócio brasileiro e já provoca forte tensão no setor de aves, com riscos reais para a produção, exportação e o bolso do produtor. Mesmo com os casos considerados “marginais” até o momento, os reflexos já são visíveis — e preocupantes.

Em entrevista à CNN, a pesquisadora Andréia Adami, do Centro de Economia Aplicada da Esalq/USP, detalhou os efeitos imediatos: queda nos embarques internacionais, pressão nos preços internos e perdas industriais. “Vínhamos num momento muito bom para o frango, com aumento de exportações e os melhores preços do mercado. Só no primeiro quadrimestre deste ano, o volume cresceu 9%”, afirmou.

❌ Exportações suspensas e prejuízo à vista

Com a suspensão temporária de exportações para alguns países, entre 150 e 200 mil toneladas de carne de frango devem deixar de ser embarcadas nas próximas semanas. Esse excedente será jogado no mercado interno, provocando uma provável queda nos preços pagos ao produtor — e impacto direto na receita do agronegócio.

O Brasil, líder global na exportação de frangos, possui protocolos sanitários rígidos e áreas de produção altamente protegidas, especialmente nos estados do Sul. No entanto, o tamanho continental do país e a diversidade das regiões produtoras dificultam o controle efetivo em caso de novos surtos.

🔍 Indústria em alerta, consumidor atento

A pressão já se espalha pela cadeia produtiva. As empresas enfrentam o aumento dos custos com protocolos de biossegurança, além de prejuízos com o descarte de aves e ovos contaminados. Pequenos e médios produtores são os mais vulneráveis à instabilidade do mercado.

Para o consumidor, o curto prazo pode significar alívio no preço do frango, já que a oferta doméstica deve aumentar. Mas o efeito cascata pode atingir outras proteínas — como carne suína e bovina — alterando a lógica de preços no prato do brasileiro.

📌 O que fazer?

Adami defende ações estratégicas e imediatas por parte do poder público, com políticas de regionalização sanitária e comunicação efetiva com mercados internacionais. “É preciso mostrar que, apesar dos casos pontuais, temos áreas livres da doença e que o sistema de vigilância sanitária brasileiro continua eficiente”, argumenta a especialista.


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