Cidades
📹 Microcâmera é encontrada escondida em tomada de banheiro feminino de farmácia em Campinas
Equipamento estava apontado para o vaso sanitário e foi localizado por uma cliente; caso é investigado pela Delegacia da Mulher como possível filmagem não autorizada da intimidade sexual
Uma microcâmera escondida dentro de uma tomada foi encontrada no banheiro feminino de uma farmácia de manipulação localizada no bairro Cambuí, em Campinas (SP). O equipamento estava direcionado para o vaso sanitário e foi descoberto por uma mulher que utilizava o local.
A ocorrência foi registrada na última quinta-feira (23) e passou a ser investigada pela Polícia Civil, que apreendeu o dispositivo para perícia.
Até o momento, ninguém foi preso.
🔎 Cliente percebeu equipamento escondido
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher desconfiou da tomada instalada próxima à lixeira e percebeu que havia uma microcâmera embutida no local.
O equipamento estava posicionado de forma que captava imagens da área do vaso sanitário.
Após a descoberta, a Polícia Civil foi acionada e realizou a apreensão do dispositivo.
🚺 Banheiro era utilizado por funcionárias e clientes
De acordo com o registro policial, o banheiro era de uso comum de funcionárias e clientes da farmácia, o que amplia a preocupação sobre a eventual quantidade de pessoas que poderiam ter sido expostas caso o equipamento estivesse em funcionamento.
O aparelho será submetido à perícia para identificar:
- quando foi instalado;
- se chegou a gravar imagens;
- quem seria o responsável pela instalação;
- qual era a finalidade do equipamento.
⚖️ Caso é investigado pela Delegacia da Mulher
A ocorrência foi registrada inicialmente como produção ou filmagem não autorizada da intimidade sexual no 13º Distrito Policial de Campinas.
Posteriormente, o inquérito foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), especializada em crimes dessa natureza.
As investigações seguem para identificar a autoria do fato.
🏢 Farma Viva afirma que não instalou o equipamento
Em nota oficial, a Farma Viva informou que não instalou a microcâmera e afirmou desconhecer quem seria o responsável pelo dispositivo.
Segundo a empresa, o imóvel passou a ser ocupado pela farmácia em dezembro de 2023, ocasião em que foram realizadas apenas pinturas nas paredes. Antes disso, o prédio havia sido utilizado por outras empresas.
A farmácia informou ainda que:
- entregou imediatamente o equipamento à Polícia Civil;
- disponibilizou as imagens do circuito interno de segurança;
- mantém colaboração integral com as investigações;
- ofereceu acompanhamento psicológico às colaboradoras por meio de profissional externa;
- preservou o local e os equipamentos para auxiliar a perícia.
Ainda conforme a empresa, o cartão de memória encontrado na microcâmera estava vazio, mas a polícia irá apurar se houve utilização anterior do equipamento ou eventual apagamento de arquivos.
A unidade segue funcionando normalmente.
📜 O que diz a lei?
A instalação de equipamentos destinados a registrar imagens íntimas sem autorização pode configurar diferentes crimes, conforme as circunstâncias apuradas pela investigação.
Entre eles está o previsto no artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade sexual, além de outros delitos que eventualmente possam ser identificados durante a apuração, dependendo do conteúdo encontrado e da finalidade da instalação do equipamento.
A definição dos crimes caberá à autoridade policial e ao Ministério Público após a conclusão da perícia e das investigações.
📝 OLHAR DO PORTAL AUGE1
Casos envolvendo câmeras ocultas em banheiros despertam forte preocupação porque atingem um dos direitos mais básicos garantidos pela Constituição: a privacidade. A simples existência de um equipamento voltado para um ambiente íntimo já justifica uma investigação rigorosa para esclarecer quem o instalou, quando isso ocorreu e se houve captação de imagens.
Também chama atenção a postura adotada pela empresa, que informou ter preservado o local, entregue o equipamento às autoridades, disponibilizado imagens do circuito interno e oferecido apoio psicológico às colaboradoras. Essas medidas, contudo, não substituem a investigação policial, que deverá esclarecer se o dispositivo chegou a funcionar, por quanto tempo permaneceu instalado e quem foi o responsável.
Enquanto essas respostas não surgem, o caso reforça a importância da perícia técnica e da atuação especializada da Delegacia de Defesa da Mulher para apurar um fato que pode ter violado a intimidade de diversas pessoas.
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Fonte: Polícia Civil de São Paulo, boletim de ocorrência e nota oficial da Farma Viva.
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