Cidades
🚨 “SE FOI UMA CRIANÇA, ONDE ESTAVAM OS ADULTOS?”: SILÊNCIO DA ESCOLA REVOLTA FAMÍLIA E APROFUNDA INDIGNAÇÃO EM SUMARÉ
Mãe volta a se manifestar e afirma que ainda não sabe o que realmente aconteceu com a filha na creche Pipa Amarela
O caso da menina que apareceu com múltiplas mordidas no rosto após permanecer sob os cuidados da creche conveniada Pipa Amarela, na região do Bom Retiro, em Sumaré, ganhou novos desdobramentos e tem provocado ainda mais indignação entre pais e moradores da cidade.
Depois da alta repercussão da primeira reportagem publicada pelo Portal Auge1, a mãe da criança, Bruna Souza, que decidiu gravar um vídeo para atualizar a população sobre a situação.
E o desabafo traz uma revelação preocupante:
Dias após o episódio, a família afirma que ainda não sabe exatamente o que aconteceu com a criança.
Segundo Bruna, a direção da escola não apresentou esclarecimentos concretos, não procurou a família para prestar apoio e também não disponibilizou as imagens das câmeras de monitoramento da unidade.
“Até hoje ninguém da escola entrou em contato”
A mãe afirma que, desde o dia em que buscou a filha na creche e encontrou a menina com diversas marcas de mordidas no rosto, não houve qualquer tentativa de aproximação por parte da direção da instituição.
Segundo ela, não houve telefonemas, mensagens ou qualquer manifestação de solidariedade.
“Até hoje a direção da escola não mandou mensagem, não ligou, não procurou saber como minha filha está. Não houve nenhum posicionamento depois que buscamos nossa filha.”
A ausência de comunicação, segundo a família, tem aumentado a sensação de revolta e abandono.
Câmeras existem, mas imagens continuam sem ser apresentadas
Um dos pontos que mais têm gerado questionamentos diz respeito ao sistema de monitoramento da unidade.
Inicialmente, segundo relatos da família, houve informações desencontradas sobre a existência de câmeras.
Agora, porém, a família afirma ter confirmado que o sistema de monitoramento existe.
Mesmo assim, as imagens não teriam sido disponibilizadas.
“Nós sabemos que existem câmeras. Já foi constatado que existem. Mas as imagens continuam sem ser apresentadas. E nós seguimos sem saber o que realmente aconteceu.”
Até o momento, segundo a família, a escola também não teria se pronunciado oficialmente à imprensa nem apresentado esclarecimentos públicos à Secretaria Municipal de Educação.
“Não temos raiva da outra criança”
Outro ponto destacado por Bruna é que sua indignação não está direcionada à criança apontada pela escola como responsável pelas agressões.
Segundo ela, caso realmente tenha sido outra criança, o foco da discussão precisa estar na supervisão oferecida pela instituição.
“Se realmente foi uma criança, eu não tenho raiva, rancor ou qualquer sentimento ruim contra ela.”
Pelo contrário.
A mãe entende que, caso a versão apresentada pela escola seja verdadeira, a situação se torna ainda mais grave.
Histórico de agressões agrava questionamentos
Segundo Bruna, a própria escola teria informado, no dia do ocorrido, que a criança apontada como autora das mordidas possuía histórico de agressões envolvendo outros alunos.
Para a mãe, essa informação levanta dúvidas ainda maiores sobre os protocolos adotados pela unidade.
“Se essa criança realmente tinha histórico de agressões, isso agrava ainda mais a negligência. Porque então ela deveria ter acompanhamento constante.”
A pergunta feita pela família é direta:
Se havia conhecimento prévio de comportamentos agressivos, quais medidas preventivas estavam sendo adotadas para proteger as demais crianças?
“A escola tentou normalizar a situação”
Outro aspecto relatado por Bruna foi a postura adotada pela proprietária da unidade.
Segundo a mãe, em diversos momentos houve tentativas de tratar o episódio como algo comum da rotina escolar.
“A todo momento tentaram normalizar a situação.”
Ela afirma que a responsável pela instituição chegou a mencionar outros episódios semelhantes ocorridos anteriormente.
“Ela entende esse tipo de ocorrência como algo normal da educação infantil.”
A declaração tem provocado forte reação nas redes sociais.
Especialistas reconhecem que mordidas podem ocorrer entre crianças pequenas, especialmente em fases iniciais do desenvolvimento emocional e da linguagem.
No entanto, episódios com múltiplas lesões no rosto, associados à ausência de comunicação imediata aos responsáveis, exigem investigação criteriosa sobre os níveis de supervisão existentes no momento dos fatos.
A pergunta que continua sem resposta
Desde o início da repercussão, a família afirma que busca apenas uma coisa:
a verdade.
Não para alimentar julgamentos precipitados.
Não para apontar culpados sem provas.
Mas para entender o que aconteceu durante as horas em que a filha estava sob responsabilidade da instituição.
“Nós só queremos que a verdade apareça. Sem narrativas.”
Agradecimento à população
Em meio à dor e à revolta, Bruna também fez questão de agradecer a solidariedade recebida após a divulgação do caso.
Ela destacou o apoio de milhares de pessoas que compartilharam a publicação, enviaram mensagens de carinho e demonstraram preocupação com a recuperação da menina.
“Quero agradecer de coração a todos que estão nos apoiando, compartilhando e nos ajudando a buscar respostas. Nosso objetivo é que nenhuma outra família passe por isso.”
O silêncio que alimenta dúvidas
Até o fechamento desta reportagem, a creche conveniada Pipa Amarela não havia se pronunciado oficialmente sobre as novas declarações da mãe.
Também não houve manifestação pública sobre:
- a dinâmica exata do ocorrido;
- a existência e disponibilização das imagens das câmeras;
- os protocolos adotados pela unidade;
- a alegação de histórico de agressões envolvendo outra criança;
- a ausência de contato posterior com a família.
Enquanto a Prefeitura de Sumaré e a Secretaria Municipal de Educação informam que o caso segue sob apuração, o silêncio da instituição acaba ampliando a indignação popular.
Porque, para muitos pais, o debate já ultrapassou a discussão sobre uma mordida.
A pergunta que ecoa em Sumaré é outra:
Se foi uma criança que fez isso, onde estavam os adultos que tinham a obrigação de protegê-las?
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Fonte: Declarações em vídeo da mãe Bruna Souza, informações já publicadas pelo Portal Auge1 e posicionamentos oficiais divulgados anteriormente pela Prefeitura de Sumaré e Secretaria Municipal de Educação.
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