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🚨 STF TERMINA SESSÃO HISTÓRICA SEM DECIDIR SOBRE INVESTIGAÇÃO DE MORAES; DINO PEDE VISTA E CRISE FICA SEM DESFECHO

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Imagem Agencia Brasil

Após quase um dia inteiro de embates, acusações entre ministros e discussões sobre a própria condução do processo, Supremo encerra sessão com placar de 4 a 3 para manter separados os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça; mérito sobre Moraes sequer foi decidido

Depois de uma terça-feira (15) marcada por bate-bocas, acusações entre ministros, questionamentos sobre a Polícia Federal e divergências sobre a própria condução dos processos, o Supremo Tribunal Federal encerrou sua sessão extraordinária sem decidir se a investigação envolvendo Alexandre de Moraes deve prosseguir.

O desfecho desta terça-feira veio com um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu a análise de uma questão preliminar que acabou dominando boa parte do julgamento: os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser analisados juntos ou separadamente?

No momento da suspensão, o placar formal anunciado era de 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados.

⚖️ E O MÉRITO SOBRE MORAES? NÃO FOI DECIDIDO

Este é o principal ponto para entender o resultado desta terça-feira.

O STF foi convocado para analisar a controvérsia decorrente de um relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens que os investigadores atribuem a Daniel Vorcaro e apontam como destinadas a Alexandre de Moraes. O material levantou questões sobre a relação do ministro com o ex-controlador do Banco Master. Moraes nega irregularidades e contesta a legalidade e a autenticidade do material.

Mas o Supremo não chegou a uma decisão sobre a abertura ou continuidade de investigação contra Moraes.

Antes disso, os ministros mergulharam em uma discussão processual: seria possível analisar a situação de Moraes sem examinar simultaneamente as acusações feitas contra André Mendonça pela maneira como conduziu partes da investigação?

Foi essa discussão que terminou suspensa.

📊 PLACAR FORMAL TERMINOU 4 A 3

De acordo com a CNN Brasil, votaram para manter os procedimentos separados:

Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Defenderam a reunião dos casos:

Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.

Flávio Dino havia manifestado durante os debates posição favorável à análise conjunta, mas pediu vista antes de concluir formalmente seu voto. Por isso, seu voto não foi computado no placar anunciado, que permaneceu em 4 a 3.

Esse detalhe é importante porque algumas atualizações publicadas durante a tarde chegaram a mostrar 4 a 4, considerando manifestações ocorridas durante o julgamento. O resultado formal ao encerramento, contudo, foi divulgado como 4 a 3, justamente porque Dino não concluiu o voto antes do pedido de vista.

⏸️ DINO PEDE VISTA E INTERROMPE JULGAMENTO

O pedido de vista significa que Flávio Dino solicitou mais tempo para analisar a questão.

Com isso, Edson Fachin encerrou a sessão.

E surgiu uma situação bastante peculiar: depois de horas de discussão, o Supremo não decidiu nem mesmo definitivamente como os dois casos serão julgados, muito menos o destino das informações envolvendo Moraes.

🔥 O JULGAMENTO COMEÇOU SOBRE MORAES E TERMINOU DISCUTINDO MENDONÇA

A grande virada ocorreu quando Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem defendendo que os fatos envolvendo Moraes não fossem analisados isoladamente das acusações relacionadas à atuação de André Mendonça.

Cristiano Zanin aderiu ao raciocínio.

Segundo Zanin, não seria possível decidir sobre eventual investigação de Moraes sem analisar antes a legalidade das medidas adotadas por Mendonça na condução do caso.

Moraes também votou pela análise conjunta.

Ele argumentou ainda que não existe nos autos um pedido formal da PF, da Procuradoria-Geral da República ou do próprio Mendonça solicitando investigação contra ele, e questionou Fachin sobre exatamente o que o plenário estaria decidindo.

💥 MORAES E MENDONÇA TROCAM ACUSAÇÕES

A discussão processual foi apenas uma parte de uma sessão muito mais turbulenta.

Moraes acusou Mendonça de ter atuado politicamente e afirmou possuir testemunhas sobre uma suposta tentativa do colega de fazê-lo aparecer em colaboração premiada.

Mendonça negou categoricamente.

As acusações são contestadas e não devem ser tratadas como fatos comprovados.

Em outras partes da sessão, Mendonça e Luiz Fux também levantaram acusações extremamente graves sobre setores da Polícia Federal, incluindo referências a uma suposta “PF paralela” e monitoramento de ministros.

Também nesse caso, trata-se de acusações feitas pelos ministros — não de uma constatação institucional já comprovada pelo STF.

🏛️ FACHIN TAMBÉM FOI QUESTIONADO

Nem o presidente da Corte ficou fora das controvérsias.

Flávio Dino questionou a forma como os processos chegaram à Presidência do STF e afirmou que não existe previsão para que o presidente simplesmente “avoque” processos relatados por outros ministros.

Fachin respondeu que não teria retirado arbitrariamente a relatoria de Mendonça. Segundo ele, os autos foram encaminhados à Presidência e caberia ao plenário funcionar como juiz natural da matéria envolvendo integrante da própria Corte.

Ou seja, durante uma sessão destinada inicialmente a discutir Moraes, o próprio procedimento adotado pelo presidente do STF passou a ser questionado por integrantes do tribunal.

🚪 NUNES MARQUES E TOFFOLI FICARAM FORA

A composição do plenário também mudou.

Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar da decisão, enquanto Dias Toffoli manteve sua condição de suspeito para questões relacionadas ao caso Master.

Isso reduziu o número de ministros participando efetivamente da deliberação.

📱 NO CENTRO DE TUDO ESTÁ O CELULAR DE VORCARO

Apesar de todos os embates laterais, a origem da crise continua sendo o material extraído do telefone de Daniel Vorcaro.

O relatório divulgado por Mendonça contém 52 mensagens que investigadores afirmam terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Entre os trechos apontados pela investigação existem referências ao contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e mensagens que, segundo a PF, poderiam indicar tentativa de obter informações sobre uma operação policial.

Moraes nega qualquer irregularidade e sustenta que o relatório é ilegal e inconstitucional. Também questionou nesta terça-feira a autenticidade das conversas.

A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, pediu a anulação do relatório parcial e argumenta que houve irregularidade porque a investigação teria avançado sobre um integrante do STF sem a comunicação adequada ao plenário ou à Presidência da Corte.

Portanto, existem divergências jurídicas e factuais importantes que permanecem sem solução.

🚨 UM DIA DE ACUSAÇÕES — E POUCAS RESPOSTAS

A sessão desta terça-feira começou com uma pergunta relativamente objetiva:

OS ELEMENTOS ENVOLVENDO ALEXANDRE DE MORAES DEVEM SER INVESTIGADOS?

Horas depois, o STF terminou discutindo uma quantidade muito maior de questões.

A legalidade da atuação de André Mendonça.

A condução de Edson Fachin.

A atuação da Polícia Federal.

A possibilidade de monitoramento irregular de ministros.

A validade dos relatórios.

A autenticidade das mensagens.

A suspeição ou impedimento de ministros.

E até se Moraes e Mendonça devem ser julgados juntos ou separadamente.

O resultado concreto foi pequeno diante do tamanho da sessão:

nenhuma decisão sobre o mérito da situação de Moraes.

❓ E AGORA?

O pedido de vista interrompeu a análise.

Quando o julgamento for retomado, o Supremo terá primeiro que resolver a questão processual que ficou pendente: Moraes e Mendonça serão analisados conjuntamente ou em procedimentos separados?

Só depois dessa definição ficará mais claro o caminho para a análise dos elementos envolvendo Moraes.

A sessão prevista para 23 de setembro, que originalmente trataria das acusações relacionadas a Mendonça, também entra diretamente nessa discussão.

⚠️ STF TERMINA O DIA MAIS DIVIDIDO DO QUE COMEÇOU

Talvez essa seja a principal conclusão factual possível neste momento.

Não houve absolvição de Moraes.

Não houve autorização definitiva para investigá-lo.

Não houve decisão final sobre Mendonça.

Não houve reconhecimento judicial de uma “PF paralela”.

E nem sequer houve decisão definitiva sobre se os dois casos serão analisados juntos.

Mas houve algo extremamente evidente durante a transmissão:

a crise interna do Supremo deixou de acontecer apenas nos bastidores e passou a ser exposta, ao vivo, pelos próprios ministros.

Acusações que normalmente apareceriam em petições, despachos ou conversas reservadas foram pronunciadas frente a frente no plenário.

E depois de um dia inteiro de uma sessão extraordinária e inédita, a principal resposta do STF foi justamente a ausência de uma resposta definitiva.

O julgamento parou.

A crise, não.

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Fonte: Supremo Tribunal Federal, Agência Brasil, CNN Brasil, Folha de S.Paulo e cobertura da sessão extraordinária desta terça-feira (15).

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