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🗳️ PSD VIRA “SUPERCHAPA” EM SÃO PAULO E PODE MULTIPLICAR BANCADAS EM 2026; MIGRAÇÃO DE PESOS PESADOS MUDA COMPLETAMENTE A DISPUTA
Partido de Gilberto Kassab chega à eleição muito maior do que em 2022, incorpora deputados com centenas de milhares de votos acumulados e pode protagonizar uma das maiores expansões na Câmara Federal e na Alesp; Paulo Alexandre, Carlos Sampaio e Silvia Abravanel chamam atenção no federal, enquanto chapa estadual reúne verdadeira seleção de parlamentares
Se alguém tentar projetar o desempenho do PSD de São Paulo em 2026 olhando apenas para o resultado da legenda em 2022, provavelmente chegará a uma conclusão completamente errada.
O partido mudou.
E mudou muito.
Na eleição passada, o PSD paulista elegeu diretamente três deputados federais: Marco Bertaiolli, com 157.552 votos; Cezinha de Madureira, com 143.434; e Ricardo Silva, com 133.936. Na Assembleia Legislativa, foram quatro eleitos pela legenda: Marta Costa, Oseias de Madureira, Rafael Silva e Paulo Corrêa Jr.
A fotografia de 2026, entretanto, é outra.
O partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab passou pela janela partidária incorporando deputados federais e, principalmente, uma impressionante quantidade de deputados estaduais.
Em março, a bancada do PSD na Assembleia paulista chegou a dez parlamentares, tornando-se a terceira maior da Casa naquele momento, atrás somente de PL e PT.
E isso muda completamente a matemática eleitoral.
🚨 PSD NÃO TEM APENAS CANDIDATOS: TEM CANDIDATOS COM VOTOS
Essa é a principal diferença entre uma nominata grande no papel e uma nominata realmente perigosa eleitoralmente.
Não basta filiar 50, 70 ou 90 pessoas.
É preciso ter candidatos capazes de produzir votos.
E o PSD passou a reunir justamente isso.
Na Assembleia, chegaram ao partido nomes como Rogério Nogueira, Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary, Barros Munhoz, Dirceu Dalben, Mauro Bragato, Márcio Nakashima e Carlão Pignatari, somando-se a Marta Costa e Rafael Silva, que já haviam sido eleitos pela legenda.
Posteriormente, Carla Morando, que havia sido eleita pelo PSDB, também aparece registrada como candidata do PSD em 2026.
É uma concentração impressionante de mandatos.
💣 OLHE AS VOTAÇÕES QUE ESTÃO SENDO COLOCADAS DENTRO DA MESMA CHAPA
É aqui que a análise começa a ficar realmente interessante.
Carla Morando — 177.773 votos em 2022
Marta Costa — 170.541
Rogério Nogueira — 139.756
Rafael Silva — 118.182
Carlão Pignatari — 105.245
Dirceu Dalben — 93.397
Analice Fernandes — 90.135
Barros Munhoz — 86.372
Márcio Nakashima — 85.195
Maria Lúcia Amary — 66.956
São votações conquistadas em 2022, algumas por outras legendas. Portanto, não podem ser simplesmente somadas e tratadas como previsão de 2026.
Mas revelam o tamanho eleitoral dos personagens reunidos pelo PSD.
É justamente isso que torna a chapa tão competitiva.
🔥 CARLA MORANDO ENTRA NO PRIMEIRO PELOTÃO
Entre os nomes estaduais, Carla Morando merece atenção imediata.
Em 2022, ainda pelo PSDB, recebeu 177.773 votos.
Agora aparece como candidata do PSD.
É uma votação superior, inclusive, aos 170.541 votos obtidos por Marta Costa, que foi a candidata estadual mais votada do PSD em 2022.
Além disso, Carla possui forte inserção eleitoral no Grande ABC.
Isso significa que o PSD adicionou à sua chapa não apenas mais uma parlamentar.
Adicionou uma candidata que já demonstrou capacidade de chegar perto dos 180 mil votos.
⛪ MARTA COSTA CONTINUA SENDO UMA POTÊNCIA ELEITORAL
Outra candidatura que não pode ser subestimada é Marta Costa.
Ela recebeu 170.541 votos em 2022 e está novamente registrada para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSD em 2026.
Marta possui ainda uma característica eleitoral relevante: sua ligação histórica com a Assembleia de Deus Ministério do Belém.
Essa estrutura religiosa proporciona capilaridade muito além de uma única cidade.
Portanto, pela votação anterior e pela estrutura política, Marta começa novamente entre os nomes mais fortes da chapa.
🏛️ ROGÉRIO NOGUEIRA: 139 MIL VOTOS E LIDERANÇA DA BANCADA
Outro reforço importante é Rogério Nogueira.
Ele recebeu 139.756 votos em 2022 e passou ao PSD em 2026.
Não apenas ingressou na legenda.
Foi escolhido para comandar a bancada do partido na Assembleia Legislativa.
Isso demonstra o peso político que recebeu dentro da nova estrutura.
Sua região de maior influência está em Indaiatuba e entorno, acrescentando outro território eleitoral importante ao mapa do PSD.
🚂 DIRCEU DALBEN LEVA RMC E PERFIL MUNICIPALISTA À CHAPA
Na Região Metropolitana de Campinas, um dos nomes que merece acompanhamento é Dirceu Dalben.
Eleito pelo Cidadania em 2022 com 93.397 votos, Dalben migrou para o PSD durante a janela partidária e aparece como candidato em 2026.
Dalben possui uma característica particularmente interessante para eleições proporcionais: atuação fortemente municipalista.
Sua base histórica passa por Sumaré e Região Metropolitana de Campinas, mas sua atuação parlamentar se espalhou por municípios de outras regiões do Estado.
Para uma chapa como a do PSD, candidatos com esse perfil são importantes porque conseguem produzir votos pulverizados em dezenas de municípios.
🗺️ E A CHAPA AINDA TEM INTERIOR, SOROCABA, RIBEIRÃO, BAIXADA…
O mapa eleitoral fica impressionante quando analisado geograficamente.
Carla Morando — ABC.
Marta Costa — Capital e segmento religioso.
Rogério Nogueira — Indaiatuba e região.
Rafael Silva — Ribeirão Preto.
Dirceu Dalben — RMC e interior.
Maria Lúcia Amary — Sorocaba.
Carlão Pignatari — interior paulista.
Barros Munhoz — Itapira e municípios do interior.
Márcio Nakashima acrescenta outra base eleitoral.
Ou seja:
o PSD não está concentrando sua força em uma única região.
Está espalhando candidatos competitivos pelo Estado.
📈 PROJEÇÃO AUGE1: PSD PODE BUSCAR DE 8 A 13 CADEIRAS NA ALESP
Diante dessa configuração, o Portal Auge1 trabalha inicialmente com uma faixa analítica de aproximadamente 8 a 13 deputados estaduais para o PSD.
É uma faixa deliberadamente ampla porque ainda existe muita campanha pela frente.
Mas há uma razão objetiva para colocar o teto elevado:
o PSD já chegou a dez deputados estaduais durante a atual legislatura após a janela partidária.
Portanto, falar em dez cadeiras não é imaginar algo que nunca existiu.
O partido já reuniu essa quantidade de parlamentares antes mesmo da eleição.
A dificuldade será fazer com que os votos que esses deputados conquistaram por outras legendas em 2022 acompanhem seus novos partidos.
E isso nunca é automático.
⚠️ MIGRAR O DEPUTADO NÃO SIGNIFICA MIGRAR TODOS OS ELEITORES
Essa ressalva é fundamental.
Um candidato que recebeu 150 mil votos pelo PSDB em 2022 não necessariamente receberá 150 mil pelo PSD em 2026.
Há eleitores partidários.
Há mudanças de conjuntura.
Há candidatos novos disputando a mesma região.
Há alteração nas alianças.
Há desgaste ou crescimento individual.
Portanto, somar mecanicamente todas as votações de 2022 produziria uma projeção artificial.
A força do PSD está justamente em outra coisa:
há muitos candidatos que já provaram individualmente que conseguem receber dezenas de milhares de votos.
Isso reduz o risco eleitoral da chapa.
🇧🇷 NO FEDERAL, A TRANSFORMAÇÃO TAMBÉM FOI ENORME
O PSD paulista também ganhou musculatura na Câmara dos Deputados.
Em abril de 2026, o próprio partido relacionava como integrantes de sua bancada paulista:
Carlos Sampaio
Paulo Alexandre Barbosa
Saulo Pedroso
Vitor Lippi.
Carlos Sampaio, Paulo Alexandre e Vitor Lippi vieram de outras estruturas partidárias.
E os três carregam bases eleitorais consolidadas.
🌊 PAULO ALEXANDRE PODE SER UM DOS GRANDES NOMES DA CHAPA
Entre eles, atenção especial para Paulo Alexandre Barbosa.
Em 2022, ainda pelo PSDB, recebeu 170.378 votos e conquistou uma cadeira na Câmara.
Em março de 2026, deixou o PSDB após 25 anos e ingressou no PSD.
Sua candidatura à reeleição foi posteriormente oficializada na convenção da legenda.
Mas existe um dado ainda mais interessante.
Pesquisa regional realizada pelo Instituto Badra na Baixada Santista colocou Paulo Alexandre com 26,2% das intenções de voto em um cenário estimulado citado por sua assessoria, à frente de Rosana Valle, com 19,5%, e Delegado Da Cunha, com 10,4%.
É importante destacar:
trata-se de pesquisa regional da Baixada Santista e não pode ser extrapolada para todo o Estado de São Paulo.
Mas demonstra a força do ex-prefeito de Santos dentro de seu principal território eleitoral.
Por isso, Paulo Alexandre entra na análise Auge1 entre os favoritos do PSD para a Câmara Federal.
⚖️ CARLOS SAMPAIO TRAZ CAMPINAS PARA O MAPA
Outro nome fortíssimo é Carlos Sampaio.
Deputado federal veterano, ex-deputado estadual, ex-vereador e personagem conhecido da política de Campinas, Sampaio deixou o PSDB e aparece atualmente como deputado do PSD paulista.
E sua intenção para 2026 está bastante clara.
Em julho, ao falar sobre sua atuação, afirmou:
“Meu foco é ser deputado novamente”.
Carlos Sampaio possui algo que candidato estreante demora anos para construir:
recall eleitoral.
Campinas é ainda um dos maiores colégios eleitorais do Estado.
Portanto, ele também começa no grupo dos nomes mais competitivos.
🏭 VITOR LIPPI LEVA SOROCABA
Vitor Lippi acrescenta outra região estratégica.
Ex-prefeito de Sorocaba por dois mandatos e atualmente em seu terceiro mandato federal, Lippi está filiado ao PSD e aparece como candidato a deputado federal em 2026.
Em 2022, ainda pelo PSDB, recebeu 106.661 votos.
Agora leva esse patrimônio político para a chapa de Kassab.
🏙️ SAULO PEDROSO TEM A REGIÃO BRAGANTINA
Já Saulo Pedroso obteve 80.186 votos em 2022.
Terminou como primeiro suplente do PSD e assumiu posteriormente o mandato após a saída de Marco Bertaiolli para o Tribunal de Contas do Estado.
Saulo foi prefeito de Atibaia por dois mandatos e aparece como candidato à reeleição em 2026.
Mais uma vez aparece a estratégia geográfica.
Baixada.
Campinas.
Sorocaba.
Região Bragantina.
O PSD está cercando importantes polos eleitorais paulistas.
📺 E ENTÃO APARECE SILVIA ABRAVANEL
Mas existe uma candidata que é praticamente impossível projetar usando métodos tradicionais:
Silvia Abravanel.
A filha de Silvio Santos é candidata a deputada federal pelo PSD de São Paulo em 2026.
Ela nunca disputou uma eleição proporcional anteriormente.
Portanto, não existe votação histórica para comparar.
Mas existe algo que os demais candidatos gastam milhões de reais e anos tentando construir:
conhecimento de nome.
Silvia carrega um dos sobrenomes mais conhecidos da televisão brasileira.
Isso não significa automaticamente voto.
Celebridade não é sinônimo de eleição.
Mas significa que sua candidatura começa sem um dos maiores problemas enfrentados por candidatos estreantes: apresentar-se ao eleitor.
💥 SILVIA PODE VIRAR PUXADORA?
É uma das grandes incógnitas da chapa.
Se Silvia Abravanel conquistar uma votação muito elevada, o efeito não ficará restrito à própria candidatura.
Seus votos ajudarão a legenda na disputa proporcional.
É exatamente por isso que sua candidatura precisa ser acompanhada.
Uma votação de 30 mil é uma história.
Uma votação de 100 mil é outra.
E se a força do sobrenome, da televisão e da exposição nacional levar Silvia para patamares muito superiores, a matemática do PSD muda novamente.
A legenda rejeitou publicamente comparações simplistas entre a candidatura de Silvia e o chamado “efeito Tiririca”, destacando sua trajetória profissional e atuação social.
🚨 MAS O PSD TAMBÉM PERDEU NOMES IMPORTANTES
Nem tudo foi ganho.
Cezinha de Madureira, que recebeu 143.434 votos pelo PSD em 2022, aparece atualmente filiado ao PL.
Marco Bertaiolli, que havia recebido 157.552 votos, deixou o exercício parlamentar para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, possibilitando a entrada de Saulo Pedroso.
E Ricardo Silva, que recebeu 133.936 votos pelo PSD em 2022, foi eleito prefeito de Ribeirão Preto em 2024.
Portanto, a antiga trinca federal do PSD praticamente desapareceu da configuração eleitoral original.
Mas Kassab aparentemente respondeu fazendo aquilo pelo qual se tornou conhecido:
foi ao mercado político.
♟️ KASSAB RECONSTRUIU A CHAPA
A operação partidária foi grande.
O PSD chegou a abril com 49 deputados federais no Brasil, contra 42 eleitos originalmente em 2022.
Em São Paulo, trouxe nomes experientes do antigo PSDB e fortaleceu extraordinariamente sua representação na Alesp.
É uma estratégia que transforma a eleição proporcional em uma espécie de carteira diversificada:
em vez de depender de um único candidato com 500 mil votos, o partido pode trabalhar com vários candidatos na faixa de 70 mil, 100 mil, 150 mil ou mais.
🧮 QUANTOS FEDERAIS O PSD PODE ELEGER?
Neste primeiro cenário, o Portal Auge1 trabalha com uma faixa de aproximadamente 4 a 7 deputados federais pelo PSD paulista.
Quatro cadeiras seria um resultado relativamente conservador diante da estrutura reunida.
Cinco representaria crescimento relevante.
Seis já colocaria o PSD entre as chapas de grande desempenho no Estado.
Sete seria uma eleição excepcional, exigindo desempenho forte não apenas dos parlamentares conhecidos, mas também da parte intermediária da nominata e eventualmente uma grande votação de algum nome novo.
E Silvia Abravanel é justamente uma das variáveis que podem empurrar essa conta para cima.
📊 PROJEÇÃO AUGE1 — PSD/SP
Neste momento, a leitura fica assim:
Câmara Federal: 4 a 7 cadeiras
Assembleia Legislativa: 8 a 13 cadeiras
Não é pesquisa eleitoral.
Não é previsão de resultado garantido.
É uma faixa analítica construída a partir da votação de 2022, composição atual das bancadas, migrações partidárias, força regional dos candidatos, mandatos, capilaridade e estrutura política.
E entre todos os partidos analisados até agora, o PSD merece uma atenção especial justamente porque 2022 serve muito menos como fotografia direta de 2026.
🔵 PSD PODE SER UMA DAS GRANDES SURPRESAS DE OUTUBRO
Há quatro anos, o partido elegeu três deputados federais diretamente por São Paulo e quatro estaduais.
Agora entra numa configuração completamente diferente.
Tem deputados federais veteranos.
Tem ex-prefeitos de cidades gigantes.
Tem candidatos com mais de 150 mil votos anteriores.
Tem uma das maiores celebridades estreantes da eleição.
Tem uma bancada estadual turbinada pela janela partidária.
Tem presença na Capital, ABC, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba, Ribeirão Preto, Região Bragantina e interior.
E, acima de tudo, tem Gilberto Kassab comandando a montagem política da legenda.
Por isso, o PSD talvez seja um dos partidos em que a pergunta não seja simplesmente “quem será eleito?”
A pergunta mais interessante poderá ser:
quantos conseguirão entrar?
Se os votos históricos acompanharem boa parte dos parlamentares que trocaram de partido e os novos nomes entregarem desempenho competitivo, o PSD poderá sair das urnas de outubro como uma das maiores forças proporcionais de São Paulo.
E a disputa interna promete ser pesada.
Porque, numa chapa com tantos deputados, ex-prefeitos, lideranças regionais e nomes conhecidos, não haverá apenas uma disputa do PSD contra os outros partidos.
Haverá uma eleição duríssima dentro do próprio PSD.
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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); PSD Nacional e PSD-SP; resultados das Eleições 2022; registros e informações eleitorais de 2026; levantamento e análise eleitoral do Portal Auge1.
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