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Cidades

🚨 Homem é condenado a mais de 26 anos de prisão por matar companheira a pauladas em Hortolândia

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Foto de Divulgação

Tribunal do Júri reconhece feminicídio agravado; vítima de 23 anos deixou dois filhos pequenos. Defesa recorre da sentença, mas condenado permanecerá preso.

O Tribunal do Júri de Hortolândia condenou, na última quinta-feira (2), Eriberto de Oliveira Lima a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da companheira Vitória Rosa de Oliveira, de apenas 23 anos. O crime, ocorrido em janeiro de 2025, no bairro Jardim Boa Esperança, foi reconhecido pela Justiça como feminicídio agravado, praticado em contexto de violência doméstica e familiar.

Ao fixar a pena, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de que o homicídio ocorreu em razão da condição de mulher da vítima. A punição também foi agravada pelo fato de Vitória ser mãe de duas crianças, circunstância prevista na legislação como causa de aumento de pena.

Apesar da condenação pelo feminicídio, o réu foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver, uma vez que o Tribunal entendeu não haver provas suficientes para confirmar esse crime específico.

Na sentença, o juiz determinou o cumprimento imediato da pena, mantendo Eriberto preso enquanto aguarda o julgamento do recurso apresentado pela defesa ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O Ministério Público não recorreu da decisão.

Crime chocou moradores de Hortolândia

O assassinato aconteceu dentro da residência onde o casal morava, no Jardim Boa Esperança. Vitória Rosa de Oliveira foi morta com golpes de um taco de madeira, conforme apontaram as investigações da Polícia Civil.

Na época do crime, o casal vivia com os dois filhos: um menino de apenas dois anos e uma bebê de cinco meses, que ficaram sem a mãe em consequência da violência.

O corpo da jovem foi localizado em 19 de janeiro de 2025, enrolado em um lençol dentro da residência.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na ocasião, Eriberto confessou o homicídio a policiais militares durante uma abordagem realizada na rua. Após a confissão, ele conduziu os agentes até a casa, onde o corpo foi encontrado. No local, os policiais também apreenderam o taco de madeira apontado como a arma utilizada no crime.

Relatos de vizinhos

Durante as investigações, moradores da vizinhança relataram que o casal mantinha uma convivência discreta, mas que discussões eram frequentes.

Testemunhas também informaram à polícia que o acusado era usuário de drogas, informação que integrou os autos da investigação, embora não altere a responsabilização criminal pelo feminicídio.

Feminicídio continua sendo um dos principais desafios da segurança pública

O caso reforça a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio é considerado uma das formas mais extremas da violência de gênero e ocorre quando uma mulher é assassinada em razão de sua condição feminina, frequentemente em contexto de violência doméstica ou familiar.

Especialistas alertam que, em muitos casos, o assassinato é precedido por episódios de agressões, ameaças, controle psicológico e outras formas de violência que poderiam ser identificadas e interrompidas com denúncias e medidas protetivas.

A condenação representa mais um desfecho judicial em um caso que comoveu Hortolândia e toda a Região Metropolitana de Campinas, especialmente pela idade da vítima e pelos dois filhos pequenos que ficaram órfãos da mãe.

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Fonte: Tribunal do Júri de Hortolândia, informações do processo e apuração da imprensa.

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