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🇧🇴 Eleição na Bolívia marca renascimento da direita em meio à pior crise econômica do século

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Crise econômica molda voto dos bolivianos 💸

Neste domingo (17), a Bolívia realiza eleições presidenciais históricas, com a primeira chance em 20 anos de ruptura do domínio da esquerda. A população enfrenta inflação recorde, escassez de alimentos e dólares, fatores que dominam o debate eleitoral.

Margarita Barrionuevo, 62 anos, lojista de La Paz, simboliza o sentimento de muitos eleitores: apesar de ter votado no MAS em pleitos anteriores, agora não apoiará o partido. “A culpa é de Luis Arce. Ele deveria ter explorado petróleo e equilibrado a moeda, como em outros países”, afirma.

MAS enfrenta queda histórica de apoio 📉

O Movimento ao Socialismo (MAS), liderado por Evo Morales por décadas, vê seus candidatos reduzidos a figurantes na disputa. Eduardo del Castillo, do MAS, não supera 1% das intenções de voto, enquanto Andrónico Rodríguez, presidente do Senado e candidato da Aliança Popular, aparece em quinto lugar com 5,5%.

A pesquisa Ipsos-Ciesmori, realizada em 7 de agosto, mostra que os quatro primeiros colocados são todos da direita, com Samuel Doria Medina (Aliança Unidade) liderando com 21,2%, seguido por Jorge “Tuto” Quiroga com 20%.

O analista Pedro Portugal explica: “Não é um triunfo da direita, mas o início de um período de transição política na Bolívia, após 20 anos de ciclo do MAS”.

Erros do MAS abriram caminho para a oposição ⚠️

Segundo especialistas, três fatores explicam o declínio do MAS:

  1. Falta de reformas estruturais profundas: embora a nacionalização de recursos naturais tenha gerado bilhões de dólares, a produção começou a declinar sem resposta adequada, agravando o déficit fiscal.

  2. Ausência de autocrítica: o partido não reconheceu os limites de seu modelo econômico, levando ao desgaste político e econômico.

  3. Divisão de liderança: com Luis Arce como presidente e Evo Morales como líder político, decisões internas ficaram travadas, impedindo respostas rápidas à crise.

A crise se reflete em filas nos postos de gasolina, escassez de combustíveis e colapso da indústria de gás natural, uma das principais exportações do país.

O que oferecem os candidatos de direita 🏛️

Samuel Doria Medina

  • Ajuste econômico nos primeiros 100 dias

  • Redução gradual de subsídios e gastos públicos supérfluos

  • Incentivo ao empreendedorismo e criação de 1 milhão de empregos

  • Mantém empresas estatais estratégicas, sem privatizações

Jorge “Tuto” Quiroga

  • Estabilização da economia via financiamento internacional

  • Taxa de câmbio flexível e redução do déficit fiscal

  • Reativação de gás, mineração e agricultura, com ênfase em biotecnologia

  • Segurança jurídica e titulação individual de terras

  • Rejeita propriedades comunitárias, priorizando propriedade individual

Eleitores indecisos e segundo turno ⏳

A eleição de hoje deve apontar dois candidatos de direita para o segundo turno, marcado para 19 de outubro, rompendo décadas de hegemonia da esquerda na Bolívia.

“No início, Evo defendeu os indígenas, mas o poder que ele tinha foi tão grande que a economia se tornou um desastre”, afirma Araceli Apaza, 21 anos, estudante de medicina, rejeitando a continuidade do MAS.

A população está atenta à economia, alimentação e moeda forte, fatores que devem definir o voto neste pleito histórico.


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Fontes: Ipsos-Ciesmori, entrevistas com eleitores e analistas políticos, pesquisa de opinião, dados econômicos oficiais.

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