Brasil
🔴 STF Sem Freio? Corte Vira “Partido de Toga” e Gera Reação Nacional para Tomar o Senado em 2026
Brasília – 03/06/2025
As eleições de 2026 ainda estão longe no calendário, mas os bastidores da política brasileira já estão em ebulição. Lideranças da direita e do centrão estão articulando um plano ousado: eleger ao menos 44 senadores e, assim, garantir maioria absoluta no Senado Federal. O movimento — que une forças bolsonaristas e moderadas — tem como principal motivação o enfraquecimento da atual supremacia política do Supremo Tribunal Federal (STF), que vem acumulando poder e protagonismo de forma inédita desde a redemocratização.
Segundo apuração da jornalista Raquel Landim, do UOL, o acordo prevê o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a dois candidatos por estado: um bolsonarista raiz e outro com perfil mais centrista. Se bem-sucedida, a estratégia pode resultar em uma bancada com 59 senadores alinhados à oposição e ao centro-direita — número suficiente para abrir processos de impeachment contra ministros do STF, inclusive Alexandre de Moraes.
A gota d’água? STF vira protagonista e gera crise institucional
O crescimento desse movimento de reação política não vem do nada. Nos últimos anos, o STF tem acumulado críticas severas por parte da sociedade civil, juristas independentes, e agora, de lideranças políticas de todos os espectros ideológicos.
Entre os principais motivos estão:
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Decisões monocráticas que interferem em prerrogativas do Legislativo e Executivo;
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Censura de conteúdos e perfis nas redes sociais sem o devido processo legal;
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Ações sigilosas, prisões preventivas abusivas e conduções coercitivas sem transparência;
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Uso do inquérito das fake news como ferramenta política, driblando o Ministério Público e violando o sistema acusatório;
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Atuação como poder político e não como Corte de Justiça, assumindo papéis de promotor, delegado e juiz ao mesmo tempo.
Para muitos, o STF — que deveria ser o guardião da Constituição — passou a agir como ator político e policialesco, ferindo garantias fundamentais como a liberdade de expressão, o contraditório e o devido processo legal. “Tornaram-se intocáveis e inquestionáveis, como se estivessem acima da própria Constituição”, afirma um jurista ouvido pela nossa redação.
Reação popular e estratégia eleitoral: “frear o abuso de poder togado”
Com essa escalada de poder do STF, a resposta começa a se formar nas urnas. O Senado, única casa com poder constitucional de julgar e até cassar ministros do Supremo, se tornou o foco da estratégia oposicionista. A ideia é clara: retomar o equilíbrio entre os poderes, frear os abusos do Judiciário e restabelecer a confiança institucional.
A oposição, que já conta com dezenas de senadores eleitos em 2022 com mandato até 2030, mira agora principalmente no Centro-Sul, onde o bolsonarismo ainda mantém forte presença eleitoral. Mas até no Nordeste, onde o lulopetismo tradicionalmente reina, há planos para abrir espaço.
Durante evento do PSB neste domingo (1º), o presidente Lula reagiu com alarde:
“Se não ganharmos maioria no Senado, vão avacalhar a Suprema Corte”, disse, em um raro momento de fragilidade institucional.
A fala do presidente, no entanto, parece mais um reflexo do medo de perder o escudo político do STF, que tem atuado de forma cada vez mais alinhada com setores do atual governo, do que uma real defesa da democracia.
Conclusão: o Brasil pode estar diante de um novo ponto de inflexão histórica
Se o plano de 2026 for concretizado, o país pode viver uma reconfiguração profunda da política institucional: um Senado com força para barrar, julgar e até cassar ministros do Supremo que extrapolem suas funções.
A sociedade precisa refletir: quem guarda os guardiões? O que é mais perigoso — o abuso de poder político com toga ou a tentativa de retomar o equilíbrio constitucional por meio das urnas?
O povo começa a responder — e o STF talvez tenha ido longe demais.
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