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🗳️ PT MONTA CHAPA PESADA EM SÃO PAULO E PODE AMPLIAR BANCADA EM 2026; SUPLICY, DIRCEU E VETERANOS ENTRAM NO RADAR DOS MAIS VOTADOS

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Imagem Pública Internet

Partido combina deputados com bases acima dos 100 mil votos, retorno de José Dirceu e novas apostas como Luna Zarattini; levantamento do Auge1 aponta cenário de 10 a 13 federais e 15 a 19 estaduais para a Federação PT-PCdoB-PV

Se o PL enfrenta em São Paulo o desafio de substituir alguns dos gigantes de votos que impulsionaram sua chapa em 2022, o PT chega às eleições de 2026 com uma característica bastante diferente: uma base eleitoral proporcional muito mais distribuída entre vários candidatos.

E essa característica pode fazer enorme diferença na matemática eleitoral.

O levantamento realizado pelo Portal Auge1, cruzando a votação de 2022, resultados municipais de 2024, parlamentares em exercício e nomes publicamente apresentados para a disputa de 2026, mostra que o PT possui um grupo considerável de candidatos capazes de disputar a eleição federal na faixa de 100 mil votos ou mais.

Há ainda duas variáveis que podem alterar significativamente essa fotografia: o retorno de José Dirceu às urnas e a candidatura da vereadora paulistana Luna Zarattini.

E, na Assembleia Legislativa, existe um fenômeno eleitoral à parte: Eduardo Suplicy.

Em 2022, Suplicy recebeu impressionantes 807.015 votos para deputado estadual, tornando-se o candidato à Alesp mais votado de todo o Estado. Ele anuncia agora candidatura à reeleição.

⚠️ PRIMEIRO É PRECISO ENTENDER UMA DIFERENÇA: AS CADEIRAS NÃO SÃO SOMENTE DO PT

Para analisar corretamente as chances do PT é fundamental observar uma particularidade jurídica do sistema eleitoral.

O partido integra a Federação Brasil da Esperança, juntamente com PCdoB e PV.

Na eleição proporcional, a federação funciona, para diversos efeitos eleitorais, como uma única agremiação. Portanto, PT, PCdoB e PV precisam ser analisados conjuntamente na distribuição das cadeiras.

Isso significa que um candidato do PCdoB também contribui para a votação da Federação que poderá ajudar a eleger um petista — e vice-versa.

É o caso, por exemplo, de Orlando Silva, do PCdoB, que recebeu 108.059 votos em 2022 e está entre os nomes apresentados para nova disputa federal.

Por isso, quando o Auge1 projeta número de cadeiras, a análise tecnicamente mais correta é sobre a Federação, indicando posteriormente qual poderá ser o peso do PT dentro dela.

🔴 FEDERAL: PT TEM UM BLOCO IMPRESSIONANTE ACIMA DOS 100 MIL VOTOS

Talvez esse seja o maior ativo petista.

Em vez de depender exclusivamente de um candidato com 500 mil, 700 mil ou 900 mil votos, o partido apresentou em 2022 uma sequência de candidatos com votações relativamente próximas.

Entre nomes relacionados à disputa de 2026, os resultados anteriores colocam no primeiro pelotão:

Rui Falcão — 193.990 votos em 2022

Kiko Celeguim — 167.438

Jilmar Tatto — 157.843

Nilto Tatto — 151.861

Carlos Zarattini — 147.349

Arlindo Chinaglia — 144.108

Alencar Santana — 139.223

Juliana Cardoso — 125.517

Paulo Teixeira — 122.800

São números extremamente importantes porque demonstram capacidade eleitoral distribuída.

E existem outros nomes logo abaixo desse grupo.

Alfredinho obteve 97.063 votos; Vicentinho, 82.912; e Pedro Tourinho, 74.729 votos em 2022.

Portanto, somente esse conjunto já constitui uma chapa altamente competitiva.

🔥 JOSÉ DIRCEU É A GRANDE INCÓGNITA — E PODE VIRAR PUXADOR

Mas existe um candidato praticamente impossível de projetar utilizando apenas a eleição passada:

José Dirceu.

O ex-ministro está de volta à disputa eleitoral e o próprio PT já o apresenta publicamente como pré-candidato a deputado federal por São Paulo.

O problema — ou vantagem eleitoral para o PT — é que sua última referência eleitoral é muito antiga para simplesmente ser transportada para 2026.

Dirceu possui reconhecimento nacional, uma militância histórica ligada ao PT e, simultaneamente, forte rejeição em setores do eleitorado.

Isso transforma sua candidatura em uma das maiores incógnitas da eleição paulista.

Ele pode simplesmente integrar o grupo competitivo da chapa ou surgir como um dos grandes puxadores de votos da esquerda paulista.

Na projeção do Auge1, portanto, José Dirceu merece ser colocado no grupo de alto potencial, mas não seria tecnicamente responsável atribuir agora uma quantidade específica de votos a ele sem pesquisa eleitoral confiável.

🌙 LUNA ZARATTINI PODE SER A SURPRESA DA CHAPA

Outro nome merece atenção especial.

Luna Zarattini recebeu 100.921 votos para vereadora de São Paulo em 2024, tornando-se a petista mais votada para a Câmara Municipal naquela eleição.

Agora, ela parte para uma disputa federal.

O PT inclusive colocou Luna entre os nomes de uma estratégia nacional destinada a impulsionar novas lideranças para a Câmara dos Deputados.

Existe uma ressalva: 100 mil votos municipais não equivalem automaticamente a 100 mil votos estaduais.

A eleição federal exige campanha nos 645 municípios paulistas.

Por outro lado, uma candidata que já parte de aproximadamente 101 mil votos concentrados somente na capital possui uma plataforma eleitoral considerável para tentar crescer.

Por isso, Luna aparece no levantamento do Auge1 como uma das candidaturas com maior potencial de crescimento.

📊 QUANTAS CADEIRAS O PT PODE CONSEGUIR?

Aqui está a parte mais delicada da análise.

O Auge1 não considera correto apresentar um número fechado como se fosse resultado de pesquisa.

Nossa primeira faixa de acompanhamento para 2026 é:

Câmara dos Deputados: aproximadamente 10 a 13 cadeiras para a Federação PT/PCdoB/PV em São Paulo.

Dentro desse número, o PT tem condições de conquistar a ampla maioria das vagas, considerando a força eleitoral individual de seus candidatos.

Se José Dirceu produzir uma votação extraordinária, Luna Zarattini conseguir ampliar significativamente sua votação de 2024 e os atuais deputados preservarem suas bases, o teto poderá subir.

O inverso também é verdadeiro.

Se houver perda significativa de votos dos veteranos, a Federação pode ficar abaixo dessa faixa.

Portanto, 10 a 13 é cenário analítico do Portal Auge1, não pesquisa eleitoral.

🏛️ ALESP: SUPLICY COMEÇA EM OUTRO PATAMAR

Na disputa estadual, qualquer análise do PT começa inevitavelmente por Eduardo Suplicy.

Foram 807.015 votos em 2022.

Para compreender a dimensão do resultado: o segundo colocado daquela eleição para deputado estadual, Carlos Giannazi, teve 276.811.

Suplicy recebeu praticamente três vezes a votação do segundo colocado.

Naturalmente, não existe garantia de repetição dos 807 mil votos.

Mas seu histórico o coloca, neste momento, como a referência eleitoral individual mais forte do campo petista para a Alesp.

E DEPOIS DE SUPLICY?

Existe novamente um grupo extremamente competitivo.

Em 2022:

Emídio de Souza — 157.834

Professora Bebel — 155.983

Ênio Tatto — 142.785

Luiz Fernando — 141.017

Maurici — 121.455

Paulo Fiorilo — 110.251

Reis — 108.726

Márcia Lia — 108.587

Teonilio Barba — 108.071

Depois aparecem outros nomes que também conquistaram mandato, entre eles Ana Perugini, Luiz Claudio Marcolino, Beth Sahão e Simão Pedro.

A fotografia impressiona justamente pela profundidade.

Não existe somente Suplicy.

Existe uma sequência de candidatos capazes de entregar dezenas ou centenas de milhares de votos para a Federação.

📈 PROJEÇÃO AUGE1: FEDERAÇÃO PODE CHEGAR A 15 A 19 ESTADUAIS

Considerando o desempenho anterior, a estrutura dos mandatos e a presença de Suplicy como grande puxador, o Auge1 estabelece inicialmente uma faixa analítica de aproximadamente 15 a 19 cadeiras para a Federação Brasil da Esperança na Alesp.

Novamente, isso significa Federação, e não necessariamente 15 a 19 deputados exclusivamente do PT.

A composição interna dependerá da votação dos candidatos petistas, do PCdoB e do PV.

Mas os números anteriores indicam que o PT possui condições de continuar sendo amplamente predominante dentro dessa bancada.

🚨 HÁ UMA DIFERENÇA IMPORTANTE EM RELAÇÃO A 2022

Nem todos os votos daquela eleição estarão disponíveis da mesma maneira.

Alexandre Padilha, por exemplo, recebeu 140.037 votos para deputado federal em 2022, mas decidiu permanecer no Ministério da Saúde e não disputar uma cadeira parlamentar em 2026, segundo informações publicadas sobre a formação da chapa.

Também existem alterações de candidatos e estratégias.

Por outro lado, entram personagens como José Dirceu e Luna Zarattini, capazes de produzir votos que não estavam nessa mesma configuração em 2022.

É praticamente uma troca de peças dentro da máquina eleitoral.

⚔️ HADDAD E LULA PODEM INTERFERIR DIRETAMENTE NA CHAPA PROPORCIONAL

Existe ainda um elemento que não apareceu com a mesma intensidade na análise do Republicanos ou do PL.

O PT decidiu transformar São Paulo em prioridade nacional para 2026.

A estratégia é reduzir a vantagem da direita no maior colégio eleitoral brasileiro, combinando a candidatura presidencial de Lula com Fernando Haddad disputando novamente o Governo de São Paulo.

O partido direcionou recursos e comunicação para cidades estratégicas paulistas e pretende explorar conjuntamente as imagens de Lula e Haddad.

Haddad já registrou sua candidatura ao governo paulista.

Isso pode produzir um efeito importante na eleição proporcional.

Quanto mais intensa for a mobilização presidencial e estadual do PT, maior poderá ser a capacidade de seus candidatos a deputado de aproveitar a estrutura de campanha e, principalmente, conquistar votos de legenda.

Mas não existe transferência automática.

Um eleitor pode votar em Lula e escolher um deputado de outro partido — ou fazer exatamente o contrário.

🔎 QUEM O AUGE1 COLOCARIA HOJE ENTRE OS MAIS FORTES?

Considerando votação anterior + mandato + exposição + estrutura eleitoral, e não pesquisa de intenção de voto, o primeiro pelotão federal começa com o bloco formado por Rui Falcão, Kiko Celeguim, Jilmar Tatto, Nilto Tatto, Carlos Zarattini, Arlindo Chinaglia, Alencar Santana, Juliana Cardoso e Paulo Teixeira.

Mas dois nomes poderiam romper essa ordem histórica:

José Dirceu, pela projeção nacional e mobilização partidária;

e Luna Zarattini, pelo desempenho extraordinário de 100.921 votos para vereadora da capital em 2024.

Na disputa estadual, a fotografia é muito mais clara:

Eduardo Suplicy começa isoladamente como a maior referência eleitoral do PT, seguido pelo bloco formado, com base em 2022, por Emídio de Souza, Professora Bebel, Ênio Tatto e Luiz Fernando.

🧮 A FORÇA DO PT PODE ESTAR JUSTAMENTE EM NÃO DEPENDER DE UM ÚNICO NOME

Essa talvez seja a principal conclusão do levantamento.

O PL de 2022 teve candidatos que individualmente chegaram a 946 mil, 741 mil e 640 mil votos.

O PT federal não apresentou números individuais semelhantes.

Mas construiu uma extensa sequência de candidatos entre aproximadamente 120 mil e 194 mil votos.

É outro modelo eleitoral.

No sistema proporcional, dez candidatos fazendo 150 mil votos representam 1,5 milhão de votos para a chapa.

Por isso, olhar somente para o candidato mais votado pode esconder onde realmente está a força de um partido.

No PT paulista, a profundidade da chapa pode ser mais importante que a existência de um superpuxador.

E se, além dessa profundidade, José Dirceu ou outro candidato conseguir produzir algumas centenas de milhares de votos, a matemática muda novamente.

🗳️ PRIMEIRA PROJEÇÃO AUGE1 — PT/FEDERAÇÃO EM SÃO PAULO

Neste início oficial da campanha, o levantamento coloca como faixa de observação:

Federal: 10 a 13 cadeiras para PT/PCdoB/PV.

Estadual: 15 a 19 cadeiras para PT/PCdoB/PV.

Entre os federais, o PT apresenta pelo menos nove nomes com votação anterior superior a 120 mil votos, além das incógnitas José Dirceu e Luna Zarattini.

Entre os estaduais, Suplicy continua sendo a grande máquina eleitoral da legenda, acompanhado por uma bancada que já demonstrou forte capacidade de votação.

Não se trata de pesquisa eleitoral e muito menos de resultado antecipado.

É uma projeção jornalística baseada em desempenho eleitoral anterior, configuração atual das candidaturas e funcionamento do sistema proporcional.

E existe uma variável que poderá transformar completamente essa projeção nos próximos dois meses:

quanto a campanha Lula-Haddad conseguirá mobilizar o eleitorado paulista — e quanto dessa mobilização chegará às urnas também nos números 13 dos candidatos a deputado.

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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); resultados das Eleições 2022 e 2024; Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); Câmara Municipal de São Paulo; PT; levantamento e análise eleitoral do Portal Auge1.

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