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🗳️ PL ENTRA EM 2026 SEM SEUS TRÊS MAIORES “PUXADORES” DE 2022 E DISPUTA PARA MANTER SUPERBANCADA DE SÃO PAULO
Partido conquistou impressionantes 17 das 70 cadeiras paulistas na Câmara em 2022, mas perdeu nomes que, juntos, somaram mais de 2,3 milhões de votos; cenário abre disputa interna e coloca Renato Bolsonaro entre as apostas para compensar o rombo eleitoral
O PL chega às eleições de 2026 diante de um desafio muito diferente daquele enfrentado quatro anos atrás em São Paulo. Se em 2022 a legenda foi beneficiada por uma verdadeira avalanche de votos concentrada em alguns candidatos, neste ano terá que provar que consegue transformar a força política do bolsonarismo em votos distribuídos por uma chapa praticamente remodelada.
A dimensão do desafio aparece nos números.
Em 2022, o PL conquistou nada menos que 17 das 70 cadeiras destinadas a São Paulo na Câmara dos Deputados, formando a maior bancada paulista em Brasília.
Mas três personagens fundamentais daquele resultado não estarão repetindo a mesma disputa pelo partido em 2026:
Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles.
Somente os três somaram 2.328.863 votos em 2022.
Carla Zambelli recebeu 946.244 votos; Eduardo Bolsonaro, 741.701; e Ricardo Salles, 640.918. Eles ficaram respectivamente em segundo, terceiro e quarto lugares entre todos os candidatos a deputado federal de São Paulo naquela eleição.
Agora, nenhum dos três estará novamente puxando a chapa federal do PL paulista.
E isso muda completamente a matemática.
🚨 O PRÓPRIO PL JÁ ADMITE RISCO DE PERDER CERCA DE 1 MILHÃO DE VOTOS
A preocupação não é apenas uma projeção externa.
Segundo reportagem da CNN Brasil publicada em julho, o próprio PL trabalha internamente com a possibilidade de perder aproximadamente 1 milhão de votos na disputa para deputado federal em São Paulo, justamente pela ausência de seus grandes puxadores de 2022.
A situação é particularmente importante porque os votos daqueles candidatos não serviram apenas para elegê-los.
Eles ajudaram a eleger outros deputados do próprio PL.
É o funcionamento do sistema proporcional: primeiro importa saber quantas cadeiras o conjunto da legenda consegue conquistar; depois, dentro dessa quantidade, entram os candidatos mais votados que cumprirem os requisitos legais.
Portanto, retirar mais de 2,3 milhões de votos nominais históricos de uma chapa pode provocar uma reação em cadeia.
A grande pergunta de 2026 é:
quem vai substituir esses votos?
📊 AUGE1 PROJETA CENÁRIOS: PL PODE CAIR DAS 17 CADEIRAS FEDERAIS
Com os dados atualmente disponíveis, não existe base técnica suficiente para afirmar exatamente quantos deputados federais o PL elegerá.
Entretanto, considerando a bancada conquistada em 2022, a ausência dos três grandes puxadores daquela eleição e a avaliação interna divulgada de possível perda próxima de 1 milhão de votos, é possível construir cenários jornalísticos, e não uma pesquisa eleitoral.
Um cenário razoável neste momento coloca o PL numa faixa aproximada de 12 a 16 deputados federais por São Paulo.
Abaixo de 12 representaria uma queda bastante significativa diante das 17 cadeiras conquistadas em 2022.
Entre 12 e 14 indicaria uma retração relevante, mas ainda preservaria uma bancada muito forte.
Entre 15 e 16 significaria que a legenda conseguiu redistribuir grande parte dos votos perdidos entre seus novos candidatos.
E chegar novamente às 17 cadeiras ou ultrapassar esse número seria um desempenho extraordinário, porque significaria que o PL conseguiu praticamente substituir eleitoralmente seus três gigantes de 2022.
Essa faixa é uma projeção analítica do Portal Auge1, não resultado de pesquisa eleitoral.
🔥 QUEM PODE ASSUMIR O PAPEL DE PUXADOR?
É aqui que a eleição fica ainda mais interessante.
O PL precisa encontrar novos candidatos capazes de romper a barreira dos 200 mil, 300 mil ou até 500 mil votos.
Uma das principais apostas mencionadas publicamente pelo partido é Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a CNN, o PL aposta justamente no sobrenome Bolsonaro para tentar compensar parte da ausência dos grandes puxadores. A legenda também estuda estimular intensamente o chamado voto de legenda, quando o eleitor digita apenas “22” para deputado federal.
Renato, entretanto, representa uma incógnita eleitoral.
O sobrenome lhe garante enorme exposição, mas exposição não significa automaticamente transferência integral dos votos que anteriormente pertenciam a Eduardo Bolsonaro.
Será um dos maiores testes eleitorais da legenda.
🎯 DEPUTADOS COM BASE ELEITORAL CONSOLIDADA PODEM GANHAR AINDA MAIS IMPORTÂNCIA
Outros candidatos tradicionais passam a assumir papel ainda mais relevante.
Em 2022, depois dos três gigantes da legenda, apareceram nomes como Capitão Derrite, com 239.772 votos, e Pastor Marco Feliciano, com 220.595 votos.
A situação individual de cada nome precisa, entretanto, ser observada dentro da chapa efetivamente registrada para 2026, porque mudanças partidárias, disputas por outros cargos e alterações políticas modificaram profundamente aquela fotografia.
É justamente por isso que simplesmente reproduzir o ranking de 2022 seria enganoso.
POLICIAL KATIA SASTRE VOLTA À DISPUTA
Outro nome conhecido do eleitor paulista aparece oficialmente na corrida de 2026: Policial Katia Sastre, registrada como candidata a deputada federal pelo PL, número 2240.
Há também candidaturas como Graziela Galvão, número 2262, e Alessandra do Valle, número 2218, entre outros nomes que compõem a renovação da chapa.
O tamanho eleitoral desses candidatos será decisivo.
Porque o PL não precisa necessariamente encontrar três novos candidatos com 700 mil ou 900 mil votos.
Pode compensar parte da perda através de uma chapa muito mais homogênea, com dezenas de candidatos fazendo 30 mil, 50 mil, 80 mil ou 100 mil votos.
🧮 50 MIL VOTOS TAMBÉM PODEM VALER OURO
Esse talvez seja o ponto mais importante para compreender a eleição proporcional.
Imagine, hipoteticamente, 20 candidatos adicionais conseguindo aproximadamente 50 mil votos cada.
São 1 milhão de votos.
Portanto, candidatos regionais, vereadores, ex-prefeitos, policiais, lideranças religiosas, representantes de categorias profissionais e influenciadores podem individualmente não aparecer entre os dez mais votados do Estado, mas coletivamente decidir quantas cadeiras o PL terá.
A disputa de 2026 será, portanto, tão importante na parte intermediária da chapa quanto entre os candidatos famosos.
🏛️ NA ALESP, O PL TAMBÉM TEM UM EXÉRCITO ELEITORAL
Na disputa estadual, o histórico de 2022 impressiona.
Entre os candidatos do PL apareceram quatro nomes consecutivamente entre os oito mais votados de todo o Estado:
Bruno Zambelli — 235.305 votos
Major Mecca — 224.462 votos
André do Prado — 216.268 votos
Tenente Coimbra — 209.705 votos
Ou seja: quatro candidatos do mesmo partido ultrapassaram 200 mil votos.
Além deles, Valeria Bolsonaro recebeu 131.557 votos; Lucas Bove, 130.451; Thiago Auricchio, 123.483; e Dani Alonso, 80.337 votos, todos eleitos naquele pleito.
O partido construiu, portanto, uma bancada estadual extremamente competitiva.
🔎 QUEM CHEGA FORTE PARA ESTADUAL EM 2026?
Alguns nomes continuam politicamente relevantes dentro da estrutura paulista do PL.
Documentos oficiais recentes da Assembleia Legislativa mostram, por exemplo, Gil Diniz Bolsonaro, Lucas Bove, Major Mecca, Marcelo Aguiar, Oseias de Madureira, Ricardo Madalena, Rodrigo Moraes, Tenente Coimbra e Thiago Auricchio vinculados ao PL na atual composição parlamentar.
Mas novamente existe uma diferença entre ser deputado atualmente e ser candidato efetivamente registrado em 2026.
Com o fechamento dos registros ocorrendo justamente neste período, o Portal Auge1 considera mais seguro trabalhar com a chapa efetivamente consolidada pela Justiça Eleitoral antes de estabelecer um ranking definitivo de todos os candidatos.
📈 PROJEÇÃO PARA A ALESP
No cenário estadual, a força histórica do partido sugere uma capacidade elevada de manutenção de bancada.
Considerando a estrutura existente, candidatos com votação consolidada e a força eleitoral do número 22 em São Paulo, um cenário analítico inicial entre aproximadamente 15 e 20 deputados estaduais é plausível como faixa de observação.
Novamente: não é pesquisa eleitoral nem previsão matemática oficial.
É uma projeção construída a partir do desempenho anterior e da configuração política atual.
O resultado poderá ficar abaixo ou acima dessa faixa conforme a votação total da legenda.
⚠️ PL TEM UM PROBLEMA QUE O REPUBLICANOS NÃO ENFRENTA NA MESMA DIMENSÃO
Comparando as duas análises realizadas pelo Portal Auge1, aparece uma diferença bastante interessante.
O Republicanos tenta crescer ou preservar uma bancada construída com votação mais distribuída.
O PL precisa substituir uma concentração extraordinária de votos que existia em 2022.
Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles não eram apenas deputados eleitos.
Eram máquinas de produzir votos para o quociente partidário.
A saída simultânea desse trio da chapa proporcional representa um dos maiores desafios matemáticos enfrentados por qualquer partido paulista nesta eleição.
🔥 MAS O NÚMERO 22 CONTINUA SENDO UMA FORÇA
Existe, porém, o outro lado.
Em 2022, Jair Bolsonaro recebeu 47,71% dos votos paulistas no primeiro turno presidencial, enquanto o candidato do PL ao Senado, Marcos Pontes, conquistou 10.714.913 votos — 49,68% dos válidos.
Existe, portanto, um eleitorado conservador gigantesco no Estado que conhece e identifica o número 22.
Transformar esse reconhecimento em voto de legenda para deputado pode ser uma das armas estratégicas do PL.
Se funcionar em grande escala, pode reduzir substancialmente o impacto da ausência dos puxadores.
⚔️ A BRIGA INTERNA SERÁ PESADA
Existe ainda outro efeito.
Se o PL realmente cair de 17 para, por exemplo, 13 ou 14 cadeiras federais, a competição interna ficará brutal.
Não basta fazer 100 mil votos.
Não basta fazer 150 mil.
Dependendo da quantidade de cadeiras conquistadas pelo partido e do desempenho dos concorrentes internos, candidatos com votações que em outras legendas poderiam representar eleição confortável podem acabar como suplentes.
Foi exatamente o poder dos puxadores que tornou a eleição de 2022 tão excepcional para o PL.
Agora, sem eles, cada voto da chapa passa a valer ainda mais.
🗳️ AUGE1: PRIMEIRA FAIXA DE PROJEÇÃO PARA O PL-SP
Considerando exclusivamente os elementos atualmente disponíveis, o Portal Auge1 trabalha inicialmente com o seguinte cenário analítico para acompanhamento da eleição:
Deputados federais: aproximadamente 12 a 16 cadeiras.
Deputados estaduais: aproximadamente 15 a 20 cadeiras.
As duas faixas deverão ser revistas à medida que surgirem pesquisas, dados partidários confiáveis, movimentação regional das campanhas e, principalmente, a consolidação definitiva das candidaturas.
No federal, o grande ponto de interrogação será descobrir quem substituirá os mais de 2,3 milhões de votos que Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles entregaram à chapa em 2022.
No estadual, o desafio será descobrir quanto da impressionante força construída quatro anos atrás continuará concentrada no PL.
A eleição começou.
E, para o PL paulista, existe uma diferença gigantesca entre ter candidatos conhecidos e conseguir reproduzir uma máquina eleitoral que, em 2022, conquistou praticamente uma em cada quatro cadeiras paulistas na Câmara dos Deputados.
Esse será o verdadeiro teste do 22 em São Paulo.
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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP); Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); resultados oficiais das Eleições 2022; CNN Brasil; levantamento e análise eleitoral do Portal Auge1.
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