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🚐 PAI-SERVIÇO EM CAMPINAS: NO PAPEL É INCLUSÃO. NA PRÁTICA, FAMÍLIAS RELATAM ABANDONO? – ATÉ QUANDO?

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Imagem Pública Internet

Mesmo após reuniões com mães atípicas, Dra. Cláudia Camargo e EMDEC, usuários afirmam que problemas persistem e cobram uma resposta da Prefeitura de Campinas

O PAI-Serviço (Programa de Acessibilidade Inclusiva) foi criado para garantir mobilidade às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, permitindo que cheguem a consultas médicas, exames, fisioterapias, escolas e demais compromissos essenciais.

No papel, trata-se de um serviço de inclusão.

Na realidade vivida por muitas famílias, porém, a percepção é outra: abandono, insegurança e falta de respostas.

Há meses, a equipe do Portal Auge1 acompanha denúncias de mães atípicas, usuários e da advogada Dra. Cláudia Camargo, que vêm relatando problemas recorrentes no funcionamento do serviço. Apesar de reuniões realizadas com representantes da EMDEC e da cobertura jornalística sobre o tema, os usuários afirmam que as dificuldades continuam praticamente as mesmas.

A esperança ficou para a nova concessão

Durante a discussão sobre a nova concessão do transporte coletivo de Campinas, muitas famílias acreditavam que os problemas do PAI poderiam finalmente começar a ser resolvidos.

Entre as expectativas estavam:

  • renovação da frota;
  • aumento do número de veículos;
  • implantação de um aplicativo para agendamento e acompanhamento das viagens;
  • rastreamento em tempo real das vans;
  • redução de atrasos;
  • melhoria da logística do serviço;
  • maior disponibilidade de veículos.

Essas melhorias estavam previstas no novo modelo de concessão e eram vistas como uma oportunidade de oferecer um atendimento mais digno aos usuários.

Prorrogação adia mudanças

Com a aprovação da prorrogação dos contratos atuais do transporte coletivo, essas expectativas foram novamente adiadas.

Na avaliação das famílias, dificilmente empresas que permanecerão por um período limitado investirão na substituição da frota atualmente utilizada pelo PAI.

Enquanto isso, segundo os relatos recebidos pelo Portal Auge1, permanecem ocorrências como:

  • vans com portas apresentando problemas;
  • veículos antigos;
  • atrasos frequentes;
  • cancelamentos de viagens;
  • pedidos de transporte negados por indisponibilidade de veículos;
  • pacientes perdendo consultas médicas;
  • fisioterapias canceladas;
  • exames perdidos;
  • longos períodos de espera para retorno para casa quando veículos apresentam problemas mecânicos.

São situações que impactam diretamente pessoas que, muitas vezes, dependem exclusivamente do serviço para exercer direitos básicos.

Mais de dois mil usuários aguardam respostas

Segundo representantes das famílias, mais de 2 mil usuários dependem diariamente do PAI-Serviço em Campinas.

Para muitos deles, não existe alternativa de transporte.

Quando o serviço falha, deixam de ser comprometidos apenas horários.

Perdem-se tratamentos médicos, consultas especializadas, terapias e, em alguns casos, oportunidades de desenvolvimento de crianças e adultos com deficiência.

A pergunta também chega ao Legislativo

A prorrogação da concessão do transporte coletivo foi amplamente debatida na Câmara Municipal.

Mas surge um questionamento que também faz parte do debate público:

Durante a análise da prorrogação, os impactos sobre os usuários do PAI-Serviço foram efetivamente considerados?

As discussões concentraram-se principalmente na operação dos ônibus urbanos.

Já as famílias que dependem do transporte acessível afirmam não terem percebido avanços concretos para sua realidade.

Um exercício de reflexão

Outra pergunta feita por mães atípicas durante as reuniões chama a atenção:

Se um familiar de um vereador, do prefeito ou de um secretário municipal dependesse diariamente do PAI-Serviço, a situação permaneceria a mesma?

É uma indagação que expressa a sensação de invisibilidade relatada por quem utiliza o programa.

Não se trata de afirmar que haveria tratamento diferente, mas de refletir sobre a importância de ouvir quem vivencia diariamente as dificuldades do serviço.

Até quando?

Enquanto soluções definitivas não chegam, permanece a sequência de perguntas feita pelas famílias atendidas pelo programa:

  • Até quando seremos ignorados pela gestão municipal?
  • Até quando enfrentaremos atrasos constantes?
  • Até quando haverá pedidos de transporte negados por falta de veículos?
  • Até quando utilizaremos veículos com problemas estruturais?
  • Até quando passageiros serão transportados em veículos com falhas mecânicas?
  • Até quando famílias ficarão horas esperando uma van quebrada ser substituída?
  • Até quando consultas médicas continuarão sendo perdidas?
  • Até quando exames deixarão de ser realizados?
  • Até quando sessões de fisioterapia serão comprometidas?
  • Até quando pessoas com deficiência continuarão enfrentando obstáculos para exercer um direito básico: o acesso à saúde?

Essas perguntas continuam sem resposta.

O Portal Auge1 seguirá acompanhando o caso, ouvindo os usuários, a Dra. Cláudia Camargo, a EMDEC e a Prefeitura de Campinas, sempre abrindo espaço para manifestação de todos os envolvidos.

A inclusão não pode existir apenas na legislação.

Ela precisa acontecer todos os dias, no momento em que uma pessoa com deficiência entra em um veículo para chegar ao médico, à escola ou simplesmente exercer sua cidadania.

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