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Técnico da Ponte Preta entrega cargo e deixa clube; veja retrospecto

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Márcio Zanardi não é mais técnico da Ponte Preta. Após uma reunião com o departamento de futebol na tarde desta quarta-feira (26), o treinador entregou o cargo e deixou o comando da Macaca em meio à crise financeira e à paralisação das atividades do elenco (veja mais abaixo).

Zanardi sai do clube sem conseguir uma vitória. Desde que chegou ao estádio Moisés Lucarelli, foram 12 partidas, com dez derrotas e dois empates, o que representa aproveitamento de 5,6% dos pontos disputados.

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A saída ocorre justamente no dia em que os jogadores decidiram paralisar os treinamentos por causa de problemas financeiros. Na reapresentação desta quarta, os atletas deixaram o CT do Jardim Eulina sem realizar a atividade e divulgaram uma nota na qual afirmaram existir um sentimento de “abandono” por parte dos dirigentes.

Zanardi havia assumido a Ponte em 11 de junho, no lugar de Rodrigo Santana. O contrato era válido até o fim da Série B, com possibilidade de renovação para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista.

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Crise dentro e fora de campo da Ponte Preta

Quando Zanardi chegou, a Ponte já enfrentava uma grave crise financeira, com reflexos também no desempenho esportivo. Naquele momento, o time ocupava a vice-lanterna da Série B, com oito pontos.

Doze rodadas depois, a situação se agravou. A Macaca está na última colocação, com dez pontos, e ainda não venceu sob o comando do treinador.

A crise financeira também chegou ao elenco. Os jogadores anunciaram nesta quarta que não vão retomar os treinamentos enquanto as pendências não forem resolvidas.

Próximo jogo tem cenário de incerteza

A Ponte Preta tem compromisso marcado contra o América-MG no domingo (30), às 16h, em Belo Horizonte, pela Série B.

Com a paralisação do elenco, a participação da equipe na partida está cercada de incertezas. Diante do movimento dos jogadores, não está descartada a possibilidade de a Macaca não entrar em campo.

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Você viu? Ponte Preta: jogadores começam paralisação e podem boicotar partida

Os jogadores da Ponte Preta começaram nesta quarta-feira (26) a paralisação por causa dos salários atrasados. O elenco se apresentou pela manhã no Centro de Treinamento do Jardim Eulina, em Campinas, mas deixou o local poucos minutos depois, sem realizar as atividades previstas.

A decisão atinge tanto os treinos quanto os jogos do time profissional e ocorre após o prazo dado pelos próprios atletas para que a diretoria colocasse os pagamentos em dia. Segundo o elenco, há jogadores com até seis meses de salários e direitos de imagem atrasados.

Na semana passada, antes da derrota para o Vila Nova, o grupo já havia divulgado um comunicado alertando que interromperia as atividades caso as pendências não fossem regularizadas até terça-feira (25).

Atletas da Ponte fazem nova manifestação

Em uma nova manifestação, divulgada pelos advogados que representam os atletas, o elenco afirmou viver uma situação de “abandono” e informou que só pretende retomar as atividades após a regularização dos pagamentos (veja nota completa abaixo).

A paralisação aumenta a incerteza sobre a participação da Ponte na sequência da Série B do Campeonato Brasileiro.

Próximo jogo está marcado para domingo

A Macaca tem compromisso marcado contra o América-MG no domingo, em Belo Horizonte. Diante da decisão dos profissionais de não disputar partidas enquanto durar a paralisação, a diretoria trabalha com a possibilidade de recorrer a jogadores das categorias de base para evitar um W.O.

A crise financeira acontece em meio à situação delicada da Ponte dentro de campo. O clube ocupa a última colocação da Série B e enfrenta dificuldades também para reforçar o elenco por causa de punições que impedem o registro de novos atletas.

Oito reforços deixam clube sem sequer estrear

A paralisação também marcou a saída de oito jogadores contratados pela Ponte durante a janela de transferências que não chegaram a entrar em campo pelo clube.

Deixaram a Macaca o goleiro Douglas Marques, os zagueiros Hiago Ribeiro e Diogo Silva, o lateral-direito Williams Bahia, o lateral-esquerdo Jota, o volante Otávio e os meias Cesinha e David Braw.

Os jogadores foram contratados para reforçar o elenco, mas não puderam ser registrados devido aos transfer bans que pesam contra o clube.

Antes deles, o zagueiro Alex Nascimento, o meia Enzo Boer, ambos emprestados pelo Santos, além do atacante João Neto, também já haviam deixado a Ponte sem disputar uma partida.

Ao todo, 11 reforços acertaram com a Macaca durante a janela, mas nenhum conseguiu ser inscrito.

Quando anunciou as primeiras contratações, em 7 de julho, o presidente Luiz Torrano afirmou que a documentação dos atletas seria regularizada após a abertura da segunda janela de transferências, em 20 de julho. Isso, porém, não ocorreu.

Emdec realiza operação especial de trânsito no entorno do Estádio Moisés Lucarelli para jogo entre Ponte Preta e Avaí neste domingo (23) (Foto: PMC)

Para registrar os jogadores, a Ponte precisa derrubar três transfer bans, dois impostos pela Fifa e um pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

As punições seguem em vigor. O clube já informou aos atletas que não tem condições de resolver todas as pendências até 11 de setembro, quando termina a janela.

Veja a íntegra da nota dos jogadores

’’COMUNICADO OFICIAL ELENCO AA PONTE PRETA

Nós, atletas da AA Ponte Preta, comunicamos à Diretoria e Imprensa que:

Como é de conhecimento público e geral, da imprensa e torcedores, a maioria de nós atletas, não recebemos os últimos meses de Salários e Direito de Imagem, que em alguns casos chegam a 6 meses sem o devido pagamento.

Há ainda uma nuvem de incertezas que pairam sobre nós, eis que a atual Diretoria abandonou o dia a dia do clube, e, além dos atrasos salariais, estamos sem qualquer satisfação ou garantia.

Nosso sentimento é de abandono!

O § 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte permite ao atleta profissional de futebol paralisar as atividades profissionais, inclusive recusar-se a competir, quando os salários estiverem em atraso por 2 (dois) ou mais meses:

Art. 90 – …

§ 5º É lícito ao atleta profissional recusar-se a competir por organização esportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em 2 (dois) ou mais meses.

Esperamos semanas e até meses até tomarmos essa drástica atitude, respeitando a torcida e principalmente a instituição AA PONTE PRETA.

Porém, ante o descaso da atual Diretoria, considerado como desrespeito a nós atletas, não apenas pelos Salários em atraso, mas também pelo abandono da atual gestão, comunicamos que a partir desta quarta-feira, 26/08/2026, após encerramento do prazo que estipulamos para a Diretoria, suspenderemos as nossas atividades, até a regularização dos nossos pagamentos.

Atenciosamente,

Elenco Profissional de Atletas da AA Ponte Preta’’

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