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Estado SP

👶 Bebê de 2 meses testa positivo para cocaína e mãe é presa por suspeita de maus-tratos em Sumaré

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Imagem Pública Internet

Criança foi encontrada após denúncia anônima em Nova Veneza; bebê estava abaixo do peso, sem registro civil, diagnosticada com sífilis e apresentava sequelas neurológicas; caso é investigado pela DDM

Uma ocorrência envolvendo uma bebê de apenas dois meses mobilizou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil em Sumaré. A mãe da criança foi presa em flagrante na segunda-feira (10), sob suspeita de maus-tratos, depois que uma denúncia anônima levou uma conselheira tutelar até um condomínio na região de Nova Veneza.

Segundo informações registradas na ocorrência, a profissional encontrou a bebê em condições consideradas inadequadas e acionou a rede de proteção.

Durante o atendimento, uma série de informações sobre o estado da criança chamou a atenção das autoridades: a bebê não possuía registro civil, apresentava baixo peso, havia sido diagnosticada com sífilis e possuía sequelas neurológicas.

Mas outro dado tornou o caso ainda mais grave.

Documentos apresentados ao Conselho Tutelar indicaram presença de cocaína no organismo da criança.

A informação foi confirmada pela delegada Nathalia Cabral, responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré.

⚠️ Bebê teria sido deixada sozinha

Segundo a delegada, a investigação inicial apontou que a mãe deixava a bebê sozinha para sair de casa e frequentar um ponto conhecido pela comercialização de drogas.

Considerando a idade da criança — apenas dois meses —, a situação representa um risco evidente, já que um recém-nascido depende integralmente de um adulto para alimentação, higiene, segurança e qualquer necessidade emergencial.

Diante dos elementos reunidos durante a ocorrência, a mulher recebeu voz de prisão.

Ela foi posteriormente encaminhada à Cadeia Pública de Monte Mor, onde permaneceu à disposição da Justiça.

👧 Mulher teria outros cinco filhos

Outro ponto chamou a atenção durante o atendimento policial.

Inicialmente, segundo as informações da ocorrência, a mulher não teria conseguido informar quantos outros filhos possuía nem onde eles estavam.

Uma conselheira tutelar informou posteriormente que seriam outros cinco filhos, além da bebê encontrada no imóvel.

A situação dessas crianças também merece atenção da rede de proteção, principalmente diante da gravidade das circunstâncias envolvendo a irmã de apenas dois meses.

🏥 Criança deverá ser acolhida

A bebê deverá ficar sob proteção da rede socioassistencial, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

Até a última atualização, não havia informação oficial sobre eventual necessidade de internação hospitalar nem confirmação da unidade de saúde para a qual a criança teria sido encaminhada.

A prioridade, diante de situações dessa natureza, é garantir a segurança da criança enquanto as autoridades apuram as circunstâncias do caso e avaliam as medidas protetivas necessárias.

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Dois meses de vida.

É difícil passar por essa informação sem compreender a dimensão da vulnerabilidade envolvida.

Uma bebê dessa idade não consegue pedir socorro. Não consegue procurar comida. Não consegue fugir. Não consegue denunciar. Depende absolutamente dos adultos ao seu redor para sobreviver.

E é exatamente por isso que uma denúncia anônima pode fazer enorme diferença.

Neste caso, alguém percebeu ou tomou conhecimento de uma situação preocupante e decidiu comunicar às autoridades. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar, uma conselheira foi ao imóvel e a criança entrou no radar da rede de proteção.

Independentemente das responsabilidades que ainda serão definitivamente estabelecidas pela investigação e pela Justiça, o episódio deixa um alerta fundamental:

suspeitas sérias envolvendo a integridade de uma criança não devem ser ignoradas.

Outro ponto precisa ser acompanhado: a informação de que a mulher possuiria outros cinco filhos.

Onde estão essas crianças? Com quem vivem? Estão protegidas? A rede responsável já verificou individualmente a situação delas?

São perguntas necessárias diante da gravidade do que foi encontrado.

A presença de cocaína apontada em documentos médicos da bebê também deverá ser tecnicamente esclarecida durante a investigação, inclusive quanto à forma e ao momento da exposição. Da mesma maneira, as condições clínicas relatadas precisam ser avaliadas por profissionais de saúde, sem conclusões precipitadas sobre sua origem ou eventual relação entre elas.

O caso também demonstra a importância do Conselho Tutelar atuar rapidamente diante de denúncias concretas de risco.

Desta vez, uma denúncia foi feita.

Uma conselheira foi até o local.

Uma bebê foi encontrada.

E o sistema de proteção foi acionado.

Quando uma criança não consegue pedir ajuda, alguém precisa pedir por ela.

Denunciar pode proteger uma vida.

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Fonte: Registro da ocorrência; Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré; declarações da delegada Nathalia Cabral e informações do Conselho Tutelar.

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