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🚨 ADVOGADO LIGADO A TRUMP DESAFIA LULA A ABRIR DADOS DAS URNAS E CHAMA JANELA DE DUAS HORAS DE “CORTINA DE FUMAÇA”

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Imagem Auge1 - I.A.

🇧🇷 Martin De Luca questiona decisão do ministro Cristiano Zanin no segundo turno das eleições de 2026, cobra acesso aos registros eletrônicos e defende auditoria independente. Advogado afirma que reconhecerá a vitória de Lula caso os resultados sejam confirmados.

A eleição presidencial brasileira de 2026 voltou ao centro de uma controvérsia internacional após declarações do advogado Martin De Luca, representante da Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da plataforma Rumble.

Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, divulgada em 26 de outubro, De Luca questionou a prorrogação da votação no segundo turno presidencial, realizado no domingo (25), e defendeu a abertura dos registros técnicos do sistema eleitoral para uma auditoria independente.

O advogado classificou a extensão do horário de votação, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), como uma possível “cortina de fumaça”.

De Luca não apresentou provas de fraude eleitoral, mas sustenta que os procedimentos adotados precisam ser esclarecidos publicamente.

⏰ A JANELA DE DUAS HORAS QUE VIROU ALVO DE QUESTIONAMENTOS

O principal ponto levantado pelo advogado envolve a decisão judicial que permitiu a continuidade da votação até as 19h em determinadas seções eleitorais.

O horário regular de encerramento era 17h.

A medida foi adotada após relatos de dificuldades no transporte de eleitores, apresentados pelas campanhas durante o segundo turno.

De Luca questiona a necessidade da intervenção judicial, o momento da decisão e os procedimentos técnicos adotados pela Justiça Eleitoral.

Na entrevista, ele chamou o episódio de “janela Zanin” e afirmou que a situação justificaria uma investigação independente.

O advogado também mencionou o fato de Cristiano Zanin ter atuado anteriormente como defensor de Lula, levantando questionamentos sobre a imparcialidade da decisão.

Entretanto, a atuação profissional anterior do ministro não constitui, por si só, comprovação de irregularidade na decisão judicial.

🔎 ADVOGADO COBRA ABERTURA DOS REGISTROS DAS URNAS

De Luca defende que sejam disponibilizados os registros técnicos, conhecidos como logs, e outros dados relacionados ao funcionamento do sistema eleitoral durante o período questionado.

Esses registros podem documentar eventos operacionais e procedimentos executados nos equipamentos.

O advogado quer esclarecimentos sobre eventuais intervenções nas urnas, instruções transmitidas aos mesários e a forma como a prorrogação foi operacionalizada.

A cobrança também envolve a possibilidade de uma auditoria independente examinar os procedimentos adotados.

É importante distinguir os registros técnicos dos votos individuais: o sigilo do voto é protegido constitucionalmente, e uma auditoria não significa revelar em quem cada eleitor votou.

⚖️ DE LUCA ADMITE RECONHECER A VITÓRIA DE LULA

Apesar das críticas, o advogado declarou que reconheceria o resultado caso uma auditoria independente confirmasse a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo ele, se a diferença de aproximadamente quatro milhões de votos for comprovada, o resultado deverá ser respeitado.

Por outro lado, defendeu a possibilidade de realizar novamente o segundo turno caso não exista, em sua avaliação, transparência suficiente sobre os procedimentos.

A proposta de repetição da eleição representa uma posição defendida pelo advogado, e não uma determinação judicial ou consequência automática dos questionamentos apresentados.

📊 O QUE DIZEM OS NÚMEROS OFICIAIS?

A Justiça Eleitoral informou que 34.393 votos foram registrados após as 17h no período de prorrogação.

O número representa aproximadamente 0,03% dos votos registrados na eleição.

A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no resultado divulgado foi superior a quatro milhões de votos.

Portanto, mesmo que todos os votos registrados após as 17h fossem atribuídos a um único candidato, essa quantidade seria insuficiente para alterar o resultado nacional.

O dado não elimina a possibilidade de questionar procedimentos administrativos, mas não sustenta, por si só, a hipótese de que a prorrogação tenha determinado o vencedor.

🏛️ JUSTIÇA ELEITORAL ESCLARECEU A EXTENSÃO DO HORÁRIO

O ministro Cristiano Zanin e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, esclareceram que a prorrogação se aplicava às seções que ainda permaneciam abertas às 17h.

A explicação contraria a interpretação de que todas as urnas brasileiras teriam sido reabertas ou mantidas em funcionamento indiscriminadamente por mais duas horas.

A Justiça Eleitoral também informou que a medida buscava assegurar o exercício do voto diante das dificuldades de deslocamento relatadas no dia da eleição.

Até o momento, os questionamentos públicos apresentados por De Luca não foram acompanhados de evidências técnicas que comprovem manipulação de votos ou adulteração dos resultados.

🌎 TRUMP TAMBÉM QUESTIONOU O RESULTADO BRASILEIRO

A repercussão internacional aumentou após o presidente Donald Trump fazer declarações questionando a lisura da eleição brasileira.

Trump sugeriu que o pleito parecia ter sido manipulado, mas também não apresentou provas que sustentassem a acusação.

As declarações provocaram reações políticas no Brasil.

O vice-presidente Geraldo Alckmin rejeitou as alegações de irregularidade, enquanto o Partido Liberal, de Flávio Bolsonaro, reconheceu formalmente a vitória de Lula, embora tenha defendido esclarecimentos sobre os questionamentos levantados.

📢 TRANSPARÊNCIA E PROVAS DEVEM ORIENTAR O DEBATE

A cobrança por transparência nos procedimentos eleitorais é legítima e pode contribuir para a confiança pública nas instituições.

Da mesma forma, alegações de fraude precisam ser acompanhadas de evidências verificáveis, submetidas à análise técnica e ao devido processo legal.

A discussão levantada por Martin De Luca envolve dois pontos diferentes: a legalidade e a execução da prorrogação do horário de votação e a integridade dos resultados registrados nas urnas eletrônicas.

Questionamentos sobre o primeiro ponto não demonstram automaticamente irregularidades no segundo.

O desafio para as instituições é oferecer explicações técnicas claras, enquanto eventuais acusações precisam ser avaliadas com base em documentos e provas, não apenas em suspeitas.

Portal Auge1.com

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Fonte: Gazeta do Povo, entrevista de Martin De Luca ao programa Sem Rodeios, 26 de outubro de 2026; Exame, 25 de outubro de 2026; Reuters, 26 de outubro de 2026; informações divulgadas pela Justiça Eleitoral sobre a prorrogação da votação; Investi Brasil, 29 de outubro de 2026.

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