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🛡️ Dra. Cláudia Camargo ampliam debate sobre ‘Proteção da Infância’ na Semana SIPAT da Campal e com famílias do Colégio Pedro e Rafael

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Foto de Divulgação

Especialistas participam da Semana SIPAT da Campal Frutas e Legumes e de encontro com famílias do Colégio Pedro e Rafael; ações reforçam que prevenção à violência contra crianças deve envolver famílias, escolas, empresas e toda a sociedade

A proteção de crianças e adolescentes não pode começar somente depois que a violência acontece. Com essa mensagem, a Dra. Cláudia Camargo participa de uma programação especial voltada à prevenção, ao fortalecimento familiar e à responsabilidade compartilhada na defesa da infância, com atividades em Valinhos e Campinas.

No mesmo dia, a especialista estará em dois importantes espaços de conscientização: durante a Semana SIPAT da Campal Frutas e Legumes e em um encontro com famílias do Colégio Pedro e Rafael, instituição que mantém desde 2019 um trabalho contínuo de proteção infantojuvenil em parceria com a Dra. Cláudia.

A programação contará também com a participação de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, que transformou sua trajetória pessoal em uma atuação pública de conscientização e defesa da infância.

🚨 Proteção precisa acontecer antes da violência

Com mais de 20 anos de atuação na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, Dra. Cláudia Camargo levará aos encontros uma discussão que ultrapassa a identificação da violência depois que ela já aconteceu.

O foco está justamente na prevenção.

A proposta é discutir como pais, responsáveis, escolas, empresas, profissionais e instituições podem reconhecer situações de risco, estabelecer protocolos de proteção, fortalecer vínculos familiares e construir ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.

Para Dra. Cláudia, é necessário mudar a lógica de atuação.

“A proteção não pode começar apenas quando uma violência já aconteceu. Precisamos construir uma verdadeira cultura preventiva, em que famílias e instituições compreendam suas responsabilidades e estejam preparadas para proteger.”

A discussão ganha importância diante de uma realidade em que diferentes formas de violência contra crianças e adolescentes podem acontecer justamente nos ambientes onde deveriam existir cuidado, confiança e proteção.

Por isso, prevenção também significa informação, orientação, escuta e preparo dos adultos responsáveis.

🖤 Ana Carolina transforma dor em propósito

Ao lado da Dra. Cláudia estará Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni.

Depois de enfrentar um dos casos de violência contra criança de maior repercussão nacional, Ana Carolina passou a utilizar sua voz para ampliar a conscientização sobre a necessidade de proteção da infância.

Sua participação acrescenta ao debate uma perspectiva profundamente humana sobre a responsabilidade dos adultos diante da vulnerabilidade das crianças.

“Transformar a dor em propósito é também escolher lutar para que outras famílias não precisem passar por situações que poderiam ser prevenidas. Falar sobre proteção é uma forma de cuidar do presente e construir um futuro diferente para nossas crianças”, afirma Ana Carolina.

Sua presença também reforça uma mensagem fundamental: criança precisa ser ouvida, observada e protegida.

Mudanças repentinas de comportamento, medo, isolamento, regressões, resistência em permanecer com determinadas pessoas ou frequentar determinados ambientes e outras alterações relevantes não devem ser automaticamente ignoradas.

Esses sinais, isoladamente, não comprovam necessariamente uma violência, mas podem justificar atenção responsável e, quando necessário, busca por profissionais e órgãos especializados.

🏫 Trabalho no Colégio Pedro e Rafael acontece desde 2019

A programação continua no Colégio Pedro e Rafael, onde Dra. Cláudia e Ana Carolina participarão de um encontro direcionado às famílias.

A atividade não representa uma ação isolada.

Desde 2019, o colégio mantém parceria com Dra. Cláudia Camargo para desenvolver ações permanentes relacionadas à proteção infantojuvenil.

O trabalho envolve alunos, professores, equipe gestora e familiares e procura criar uma comunidade escolar preparada não apenas para reagir diante de problemas, mas principalmente para trabalhar preventivamente.

Ao longo dos anos, os encontros vêm abordando responsabilidade, prevenção, fortalecimento dos vínculos e participação conjunta de escola e família.

“Quando a escola e a família caminham juntas, conseguimos fortalecer vínculos, orientar, prevenir e criar uma rede verdadeiramente protetiva. Educar também é proteger”, destaca Dra. Cláudia.

🏭 Proteção infantil também precisa chegar às empresas

A participação na Semana SIPAT da Campal Frutas e Legumes amplia ainda mais essa discussão.

Tradicionalmente associadas à prevenção de acidentes e à segurança dos trabalhadores, as SIPATs também podem funcionar como importantes espaços de conscientização social.

Isso porque trabalhadores também são pais, mães, avós, responsáveis, familiares, vizinhos e integrantes das comunidades onde vivem.

Levar o tema da proteção infantojuvenil para dentro do ambiente empresarial significa fazer a informação ultrapassar os limites das escolas e dos órgãos especializados.

A prevenção passa, assim, a fazer parte do cotidiano da sociedade.

⚠️ Não basta perguntar quem deveria ter protegido depois que uma criança vira vítima

Casos de violência contra crianças frequentemente provocam a mesma pergunta depois das tragédias:

Como ninguém percebeu antes?

É justamente essa lógica que iniciativas preventivas procuram modificar.

Proteção integral não deve existir somente depois de uma denúncia, agressão ou tragédia.

Ela começa na orientação das famílias, na preparação dos educadores, na capacitação dos profissionais, na existência de canais seguros de comunicação e na capacidade dos adultos de reconhecer situações que mereçam atenção.

A responsabilidade também não pode ser simplesmente transferida de uma instituição para outra.

Família, escola, sociedade e poder público possuem papéis diferentes, mas complementares, na proteção da infância.

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Existe uma enorme diferença entre combater a violência e prevenir a violência.

Combater significa agir diante de algo que aconteceu.

Prevenir significa trabalhar para que talvez nunca aconteça.

É justamente por isso que iniciativas como as realizadas pela Dra. Cláudia Camargo, Ana Carolina Oliveira, Campal Frutas e Legumes e Colégio Pedro e Rafael merecem atenção.

Não podemos continuar discutindo proteção infantil somente depois que uma criança aparece machucada, abusada ou morta.

Quando a tragédia chega às manchetes, muitas vezes já chegamos tarde demais.

É necessário falar antes.

Orientar antes.

Ouvir antes.

Observar antes.

Proteger antes.

E existe uma mensagem que precisa ultrapassar os muros das escolas e chegar às empresas, famílias, instituições e ao poder público:

A criança não pode carregar a responsabilidade de provar aos adultos que precisa ser protegida.

Cabe aos adultos construir ambientes seguros, observar sinais, procurar ajuda especializada diante de situações preocupantes e acionar a rede de proteção sempre que necessário.

A atuação conjunta entre famílias, escolas e instituições transforma proteção infantil em algo permanente — e não em uma reação tardia diante de uma tragédia.

Porque infância protegida não deve depender de sorte.

É direito.

E garantir esse direito é responsabilidade de todos.

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Fonte: Assessoria/organização dos encontros; Dra. Cláudia Camargo; Campal Frutas e Legumes; Colégio Pedro e Rafael.

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