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Brasil

🔎 “Lula não é dono da negociação”, diz CEO da Arko Internacional sobre tarifaço de Trump

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Entrevista à CNN aponta riscos e oportunidades para o Brasil na disputa comercial com os EUA

Em meio às tensões provocadas pelo aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o CEO da Arko Internacional, Thiago de Aragão, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é o “dono” da negociação, mas sim o “condutor”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), em entrevista ao programa CNN 360º.

📉 Brasil na mira de Trump

A medida do presidente americano Donald Trump, que impôs tarifas de 50% sobre todos os produtos exportados do Brasil, gerou forte reação diplomática e econômica. O impacto direto recai sobre setores estratégicos da economia brasileira, especialmente o agronegócio, mineração, siderurgia e indústria de transformação — todos com relevante participação nas exportações para os EUA.

Segundo Aragão, apesar do cenário desafiador, o Brasil se encontra em uma posição relativamente favorável. “Estamos mais bem equipados para retaliar do que para fazer um acordo neste momento”, afirmou o analista.

⚠️ Setor privado em alerta

De acordo com o CEO, o setor mais afetado com as tarifas é o privado, não o público. Empresas brasileiras e também americanas sofrem com os reflexos da decisão unilateral dos EUA. Aragão destaca que muitas empresas norte-americanas com negócios no Brasil podem ser prejudicadas — sobretudo em estados-chave para o Partido Republicano, o que pode provocar pressão política interna contra o tarifaço.

“A solução não virá apenas da diplomacia entre governos. Ela deve envolver o diálogo direto entre setores privados dos dois países para buscar um equilíbrio que seja aceitável para ambos os lados”, disse o especialista.

🔍 Negociação confusa e sem rumo claro

Um dos entraves apontados por Aragão é a falta de clareza do governo Trump quanto às suas reais demandas. Segundo ele, essa tática já foi vista em negociações com outros países, como o Japão, que também enfrentam dificuldade em entender os objetivos de Trump.

“O presidente americano não diz claramente o que quer. Ele joga a bola no campo adversário esperando uma proposta, sem deixar evidente o que realmente deseja em troca”, criticou o CEO da Arko Internacional.

📜 Investigação e prazos

Nesta semana, os Estados Unidos também abriram uma investigação comercial contra o Brasil com base na seção 301 da legislação americana — a mesma usada contra China e México em situações similares. Para Aragão, isso não representa necessariamente um agravamento da crise, já que o movimento já estava previsto em correspondência enviada previamente ao governo brasileiro.

Pelo contrário, segundo ele, essa iniciativa pode “abrir novos prazos e oportunidades de negociação”, estendendo o tempo para que ambos os lados encontrem uma solução viável.

🎯 Diálogo e pressão estratégica

A avaliação final do analista é de que o Brasil precisa manter o diálogo diplomático, mas com forte apoio do setor privado. A retaliação, segundo ele, é uma alternativa viável, desde que direcionada com inteligência e estratégia — mirando especialmente os setores que possam gerar pressão política sobre Trump em ano eleitoral.


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O Portal Auge1 seguirá acompanhando de perto todos os desdobramentos da disputa comercial Brasil x EUA e trará atualizações em tempo real sobre as ações do governo federal, reações do mercado e impactos para empresas e consumidores brasileiros.


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