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🗳️ REPUBLICANOS MONTA CHAPAS ROBUSTAS EM SP E ELEIÇÃO DE 2026 PODE REDEFINIR FORÇA DO PARTIDO NA CÂMARA E NA ALESP

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Levantamento reúne 117 candidaturas proporcionais do Republicanos em São Paulo; histórico eleitoral mostra nomes com votações expressivas, mas sistema proporcional transforma disputa por cadeiras em uma equação que depende do desempenho de toda a chapa

O Republicanos chega às eleições de 2026 em São Paulo com uma chapa extensa e nomes com históricos eleitorais relevantes, tanto na disputa pela Câmara dos Deputados quanto pela Assembleia Legislativa. Levantamento realizado pelo Portal Auge1, a partir dos registros disponíveis até 15 de agosto e do histórico das eleições anteriores, identificou 50 candidaturas a deputado federal e 67 a deputado estadual no Estado.

Mas há uma diferença fundamental entre analisar quem individualmente possui histórico de votação mais expressivo e afirmar quem será eleito.

No Brasil, deputados são escolhidos pelo sistema proporcional. Portanto, não basta olhar a votação de um candidato isoladamente: o desempenho conjunto do partido é decisivo para determinar quantas cadeiras serão conquistadas.

É justamente aí que está uma das principais questões para o Republicanos em 2026: quanto sua chapa inteira conseguirá somar nas urnas?

Republicanos conquistou cinco federais e oito estaduais em 2022

A eleição passada fornece um importante ponto de partida.

Em 2022, entre os eleitos por São Paulo para a Câmara dos Deputados estavam Celso Russomanno, Marcos Pereira, Maria Rosas, Milton Vieira e Vinicius Carvalho, todos pelo Republicanos. A relação oficial da Câmara confirma a presença dos parlamentares entre os 70 representantes paulistas daquela eleição.

Na Assembleia Legislativa, o desempenho foi ainda mais expressivo: o Republicanos conquistou oito das 94 cadeiras.

Foram eleitos Tomé Abduch, com 221.656 votos; Jorge Wilson, com 177.614; Sebastião Santos, com 104.374; Altair Moraes, com 98.515; Gilmaci Santos, com 96.361; Rui Alves, com 91.717; Edna Macedo, com 82.932; e Vitão do Cachorrão, com 56.729 votos.

Portanto, cinco federais e oito estaduais constituem uma referência objetiva para avaliar o desempenho do partido em 2026, mas não significam garantia de repetição do resultado.

📊 QUANTAS CADEIRAS O REPUBLICANOS PODE CONQUISTAR?

Aqui é preciso separar projeção jornalística por cenários de previsão eleitoral.

Até o momento, não foi localizada pesquisa pública abrangente que estime individualmente a votação de toda a chapa proporcional do Republicanos paulista. Assim, seria tecnicamente incorreto transformar o histórico eleitoral em uma previsão fechada.

O que pode ser feito é uma análise de cenários.

São Paulo continuará elegendo 70 deputados federais, e cada partido ou federação pôde registrar até 71 candidaturas ao cargo. Para deputado estadual, são 94 cadeiras na Alesp, com possibilidade de até 95 candidaturas por partido ou federação.

Tomando o desempenho de 2022 como referência e observando a composição conhecida das chapas de 2026, uma faixa em torno da bancada anterior — aproximadamente 4 a 6 federais e 7 a 9 estaduais — pode ser utilizada como cenário analítico de manutenção, e não como previsão de resultado.

Um desempenho significativamente maior da votação total da legenda poderia empurrar o partido acima dessa faixa; uma redução dos votos partidários poderia produzir o movimento inverso.

Isso acontece porque a eleição proporcional não funciona como uma corrida individual simples.

⚖️ NÃO BASTA SER UM DOS MAIS VOTADOS DA CHAPA

A legislação eleitoral determina que as cadeiras sejam inicialmente distribuídas conforme os votos obtidos pelos partidos e federações e as regras do quociente eleitoral e partidário.

A Resolução TSE nº 23.748/2026 estabelece, inclusive, critérios para participação na distribuição das sobras. Pela regra, partidos e federações precisam atingir determinados percentuais do quociente eleitoral e possuir candidatos que alcancem votação nominal mínima nas etapas previstas pela legislação.

Isso significa que um candidato pode alcançar votação pessoal considerável e não conseguir mandato, enquanto outro, com votação inferior, pode ser eleito dependendo do desempenho coletivo de sua legenda.

A própria eleição de 2022 demonstra isso.

Ely Santos, por exemplo, recebeu 93.305 votos para deputada federal pelo Republicanos e ficou na suplência. Roberto Alves somou 92.566; Ricardo Izar, 70.142; Roberto de Lucena, 69.341; e Guilherme Piai, 63.190 votos.

Ou seja: existe uma verdadeira disputa interna pela posição que cada candidato ocupará depois que o número de cadeiras do partido começar a ser definido.

🔎 FEDERAL: QUEM CHEGA COM HISTÓRICO ELEITORAL EXPRESSIVO

Sem transformar histórico em previsão ou ranking de favoritismo, alguns nomes da chapa federal de 2026 merecem atenção pelos resultados eleitorais anteriores já documentados.

Celso Russomanno chega com um dos históricos mais expressivos. Em 2022 recebeu 305.520 votos, ficando entre os dez candidatos a deputado federal mais votados de todo o Estado de São Paulo.

Marcos Pereira também possui uma base eleitoral comprovada: foram 231.626 votos em 2022, resultado que garantiu sua eleição à Câmara.

Milton Vieira recebeu 98.557 votos, enquanto Maria Rosas alcançou 94.787 votos, ambos conquistando mandato.

Há ainda candidatos de 2026 que carregam resultados expressivos obtidos anteriormente em outros cargos.

É o caso de Tomé Abduch, que concorre agora à Câmara depois de ter obtido 221.656 votos para deputado estadual em 2022, sendo naquela eleição o sexto candidato à Alesp mais votado de São Paulo.

Essa votação não pode ser simplesmente transportada para a eleição federal. São disputas diferentes, com estratégias, bases e concorrência diferentes. Mas demonstra capacidade anterior de mobilização eleitoral.

O mesmo cuidado precisa ser adotado para outros candidatos que mudaram de cargo ou possuem votação municipal como referência.

🏛️ ESTADUAL TEM RENOVAÇÃO IMPORTANTE NA CHAPA

A disputa estadual do Republicanos também apresenta uma configuração diferente daquela de 2022.

Entre os nomes de 2026 existem políticos com votações anteriores expressivas, inclusive candidatos que vieram de outras legendas.

Bruna Furlan, por exemplo, recebeu 195.436 votos para deputada estadual em 2022, quando disputou pelo PSDB. Foi a 13ª maior votação individual para a Alesp naquela eleição.

Jorge Wilson, o Xerife do Consumidor, recebeu 177.614 votos pelo Republicanos em 2022. O desempenho praticamente repetiu seus 177.414 votos de 2018, mostrando estabilidade relevante de sua base eleitoral entre aqueles dois pleitos.

Também aparecem no histórico do partido Sebastião Santos, que alcançou 104.374 votos, e Gilmaci Santos, com 96.361 votos em 2022.

A chapa de 2026 reúne ainda políticos que chegaram ao Republicanos após trajetórias em outras legendas, além de candidatos provenientes de administrações municipais e lideranças regionais.

Essa composição torna mais difícil simplesmente repetir a matemática de 2022.

⚠️ O GRANDE SEGREDO PODE ESTAR NOS CANDIDATOS DE 20 MIL, 30 MIL, 40 MIL E 50 MIL VOTOS

Existe outro componente que frequentemente passa despercebido quando se fala em eleições proporcionais.

A chapa não depende somente de seus puxadores de votos.

Um grupo numeroso de candidatos que individualmente obtenha algumas dezenas de milhares de votos pode acrescentar centenas de milhares de votos ao resultado partidário.

É exatamente essa soma que pode fazer a diferença entre conquistar, por exemplo, uma cadeira adicional ou perdê-la.

Por isso, candidatos que não aparecem entre os maiores históricos individuais podem exercer papel decisivo no resultado final da legenda.

Para o Republicanos, que apresenta dezenas de candidatos nas duas disputas, a produtividade eleitoral do chamado “meio da chapa” será tão importante quanto o desempenho das figuras de maior projeção.

TARCÍSIO É OUTRA VARIÁVEL POLÍTICA

Há ainda um componente impossível de ignorar na análise: o Republicanos é o partido do governador paulista Tarcísio de Freitas.

Em 2022, Tarcísio chegou ao segundo turno com 9.881.995 votos e posteriormente conquistou o governo paulista.

A capacidade do partido de transformar a estrutura política construída durante o governo estadual em votos proporcionais será um dos elementos a serem observados em outubro.

Isso não significa transferência automática de votos.

Eleições proporcionais têm forte componente regional, influência de prefeitos e vereadores, segmentos religiosos, categorias profissionais, exposição pública dos candidatos e estruturas próprias de campanha.

📈 O QUE O AUGE1 VAI OBSERVAR ATÉ OUTUBRO

Mais importante do que tentar cravar agora quem estará eleito é acompanhar como os votos estão se distribuindo dentro da chapa e qual poderá ser a votação total do Republicanos.

O partido parte de uma referência forte: conquistou cinco cadeiras federais e oito estaduais em 2022, enquanto a bancada estadual representou crescimento em relação à legislatura anterior.

Para 2026, entretanto, há mudanças de candidatos, migrações partidárias, nomes disputando cargos diferentes e uma nova configuração eleitoral.

O cenário de 4 a 6 federais e 7 a 9 estaduais, portanto, deve ser entendido exclusivamente como uma faixa analítica construída em torno da bancada conquistada em 2022, e não como pesquisa, pesquisa interna ou previsão de resultado.

A confirmação só virá das urnas.

E talvez a pergunta mais importante para compreender o Republicanos em São Paulo não seja simplesmente “quem será o mais votado?”, mas:

quantos votos a chapa inteira conseguirá produzir?

Porque é essa soma que determinará quantas portas para Brasília e para a Assembleia Legislativa serão abertas — e somente depois disso a votação nominal definirá quais candidatos ocuparão essas cadeiras.

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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP); Câmara dos Deputados; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); resultados oficiais das Eleições 2022; levantamento e análise de dados do Portal Auge1.

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