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Política

Lula poderá usar foto com chapéu na urna? MP eleitoral se posiciona

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu uma foto usando chapéu-panamá para representá-lo na urna eletrônica nas Eleições 2026. A escolha gerou dúvidas e questionamentos sobre a legalidade do uso do acessório na fotografia oficial. O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não vê irregularidade.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, o chapéu não tem “conotação de propaganda eleitoral” e não dificulta o reconhecimento do candidato, que disputa neste ano sua sétima eleição presidencial.

No parecer enviado ao TSE, Espinosa afirmou que “a permissão da indumentária na fotografia do candidato é a solução que melhor atende ao pluralismo político, que, como fundamento do Estado Democrático de Direito, tem relevo especial na aplicação do direito eleitoral”.

A resolução do TSE que regulamenta as fotografias dos candidatos para a urna eletrônica determina que a imagem seja frontal, em busto e com “trajes adequados para fotografia oficial”.

A regra proíbe “a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado”.

Esta é a primeira vez que Lula utiliza o chapéu em uma corrida presidencial. Segundo a assessoria de imprensa, o presidente passou a usar o acessório por recomendação médica após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo, em abril deste ano. Lula tem 80 anos.

A origem do chapéu-panamá

O chapéu-panamá ficou conhecido mundialmente no século XX, durante a construção do Canal do Panamá. Apesar do nome, os chapéus eram produzidos no Equador e passavam pelo Panamá antes de serem exportados, o que ajudou a popularizar a denominação.

*Com informações da Agência Estado

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Primeiro debate presidencial acontece hoje; veja quem vai participar

O primeiro debate na TV aberta entre candidatos à Presidência da República será realizado neste domingo (23), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. O encontro terá apenas três participantes: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Os dois nomes mais bem colocados nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não devem comparecer. Romeu Zema (Novo), que inicialmente havia confirmado a participação, desistiu neste domingo e atribuiu a decisão à ausência de Lula e de outros concorrentes.

Em nota, a equipe de Zema afirmou que a mudança da data do debate, inicialmente previsto para 16 de agosto e transferido para o dia 23, havia sido aceita com a expectativa de que Lula participasse do confronto. “Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial”, informou a assessoria.

Pablo Marçal (PRTB) também ficará fora. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente sua participação em debates e no horário eleitoral gratuito enquanto analisa o pedido de registro de candidatura. Ele foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e tenta reverter a decisão.

Primeiro debate presidencial acontece neste domingo, mas será esvaziado (Foto: divulgação)

Como assistir ao debate

O debate será transmitido pela Band, Rádio Bandeirantes, BandNews FM, canal Band Jornalismo no YouTube e plataforma Bandplay. O Estadão, parceiro do evento ao lado de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, também fará transmissão em suas plataformas digitais.

A mediação será de Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. O formato prevê três blocos temáticos, com perguntas dos apresentadores e de jornalistas do Grupo Bandeirantes, além de dois blocos de confronto direto. Nestas etapas, os candidatos poderão circular pelo estúdio para fazer perguntas, réplicas e tréplicas sem intermediação dos âncoras. A duração estimada é de cerca de quatro horas.

Motivos das ausências

A campanha de Lula demonstrou descontentamento com os convites a Zema e Renan Santos. Os partidos dos dois candidatos não atingem a representação mínima no Congresso que torna obrigatória a participação em debates, mas foram convidados pela emissora.

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Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43% em eventual 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). No levantamento anterior, Lula tinha 48%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 43%.

O Datafolha realizou 2.058 entrevistas presenciais em pontos de fluxo entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04496/2026.

Disputa no primeiro turno

O levantamento também testou dois cenários para o primeiro turno. Em um deles, Pablo Marçal (PRTB) não aparece entre os candidatos. No outro, o ex-coach é incluído na lista.

Marçal está inelegível até 2032 e proibido de fazer campanha por decisão da Justiça Eleitoral, mas tenta viabilizar sua candidatura.

No cenário sem Marçal, em uma pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 33%.

Na sequência, aparecem:

Ronaldo Caiado (PSD): 5%;

Renan Santos (Missão): 4%;

Romeu Zema (Novo): 3%;

Augusto Cury (Avante): 2%;

Samara Martins (UP): 1%;

Rui Costa Pimenta (PCO): 1%;

Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%;

Edmilson Costa (PCB): 1%.

Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

No levantamento anterior de primeiro turno, Lula tinha 40% e Flávio Bolsonaro, 32%. Os resultados, porém, não são diretamente comparáveis, porque a lista de candidatos testada na pesquisa anterior era diferente e tinha menos nomes.

Já no cenário com Pablo Marçal, Lula aparece novamente com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro soma 32%, enquanto Marçal tem 2%.

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 46% de rejeição, ante 45% de Lula

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra também que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 46% dos eleitores. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o índice de 45% dos eleitores afirmando que não votariam nele.

Na última pesquisa, divulgada em 24 de julho, 48% rejeitavam Flávio Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula era de 46%.

O Datafolha ouviu 2.058 entrevistados, com 16 anos ou mais, de 18 a 20 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

Pela primeira vez, o Datafolha inclui o nome do empresário Pablo Marçal (PRTB) entre os presidenciáveis. Ele é rejeitado por 22% dos eleitores. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) é rejeitado por 16% dos eleitores. Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ativista Renan Santos (Missão) marcaram 14% de rejeição.

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