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🚨 “NEGUINHO”: ALUNO DE 14 ANOS DENUNCIA PROFESSOR POR RACISMO EM COLÉGIO PARTICULAR DE SÃO PAULO
Adolescente afirma que expressão foi usada pelo professor de História durante repreensão em sala de aula; ocorrência foi registrada no 30º DP do Tatuapé. Escola contesta a versão e diz que docente teria falado “amiguinho”
SÃO PAULO — Uma palavra pronunciada dentro de uma sala de aula virou caso de polícia e denúncia de racismo na Zona Leste da capital paulista.
Um estudante de 14 anos, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental do Colégio Objetivo, unidade Tatuapé, denunciou um professor de História após afirmar ter sido chamado de “neguinho” durante uma aula na manhã de terça-feira (1º de setembro). O pai do adolescente procurou a Polícia Civil e o caso foi registrado no 30º Distrito Policial (Tatuapé) como crime de racismo.
📚 “E AÍ, NEGUINHO…?”
Segundo o relato apresentado no boletim de ocorrência, o professor escrevia na lousa quando percebeu que alguns estudantes conversavam e não copiavam o conteúdo.
O docente teria começado a repreender a turma e elevado o tom de voz.
Nesse momento, conforme a denúncia, ele teria parado diante do adolescente e utilizado a expressão “neguinho” ao questioná-lo sobre o caderno.
O aluno frequenta a instituição há cerca de oito anos.
Durante o intervalo, colegas também teriam demonstrado indignação e comentado o episódio. Depois de deixar a escola, o adolescente contou ao pai o que havia acontecido, e a família decidiu procurar a polícia.
⚠️ ESCOLA APRESENTA OUTRA VERSÃO
Há, entretanto, uma divergência importante que precisa fazer parte da apuração.
Em versão divulgada posteriormente, o colégio afirmou que o professor nega ter utilizado a palavra “neguinho”.
Segundo a instituição, o docente teria usado a expressão “amiguinho” ao se dirigir ao estudante.
A escola também informou que abriu uma sindicância interna para investigar o episódio e que familiares do adolescente foram recebidos pela coordenação da unidade.
Portanto, neste momento existem duas versões diferentes sobre uma palavra que pode mudar completamente a natureza do episódio.
O ALUNO DIZ TER OUVIDO “NEGUINHO”.
O PROFESSOR, SEGUNDO A ESCOLA, DIZ TER FALADO “AMIGUINHO”.
Caberá à investigação buscar elementos capazes de esclarecer o que efetivamente aconteceu.
🔎 E OS OUTROS ALUNOS QUE ESTAVAM NA SALA?
O episódio aconteceu durante uma aula, diante de outros estudantes.
Isso significa que os depoimentos dos alunos presentes poderão ser fundamentais.
Quem estava próximo ouviu qual palavra?
Quantos estudantes presenciaram diretamente a abordagem?
Houve alguma reação imediata da turma?
Existem câmeras no ambiente ou nas proximidades que possam contribuir para estabelecer a dinâmica do episódio?
A escola possui protocolos internos para denúncias de discriminação racial?
Esses são elementos que poderão ajudar tanto a Polícia Civil quanto a sindicância aberta pela instituição.
⚖️ RACISMO E INJÚRIA RACIAL SÃO ASSUNTOS DE POLÍCIA
Desde a Lei nº 14.532/2023, a injúria racial passou a ser tratada dentro da Lei nº 7.716/1989, que disciplina os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor.
A legislação prevê punição para quem ofende a dignidade ou o decoro de alguém em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional.
Mas existe uma questão jurídica essencial:
NÃO É POSSÍVEL CONDENAR O PROFESSOR APENAS A PARTIR DA DENÚNCIA.
Será necessário apurar o que foi efetivamente dito, em qual contexto e com quais circunstâncias, assegurando tanto a proteção do adolescente quanto o direito de defesa do docente.
O registro policial representa o início da apuração — não uma sentença.
🏫 QUANDO A DENÚNCIA ACONTECE DENTRO DA ESCOLA, O ALERTA É AINDA MAIOR
Independentemente da conclusão da investigação, o episódio levanta uma discussão importante sobre o ambiente escolar.
Escolas devem ser espaços de aprendizagem, respeito e proteção.
Quando uma denúncia de discriminação racial envolve um adolescente e justamente um profissional responsável pela educação, a instituição precisa responder de maneira rápida, transparente e responsável.
Isso significa ouvir o estudante.
Ouvir o professor.
Ouvir testemunhas.
Preservar o adolescente.
E apurar os fatos sem antecipar condenações.
🚔 CASO CHEGOU À POLÍCIA CIVIL
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o pai do estudante procurou as autoridades.
A ocorrência foi registrada no 30º Distrito Policial, no Tatuapé, como crime de racismo.
A investigação deverá agora estabelecer se houve efetivamente uma manifestação racialmente ofensiva e qual eventual enquadramento jurídico será aplicado ao caso.
❓ “NEGUINHO” OU “AMIGUINHO”? INVESTIGAÇÃO PRECISA RESPONDER
A diferença entre as versões é enorme.
De um lado, existe o relato de um adolescente de 14 anos que afirma ter sido chamado de “neguinho” diante da turma.
Do outro, a versão atribuída ao professor pela instituição, segundo a qual a palavra utilizada teria sido “amiguinho”.
Não cabe transformar uma denúncia em condenação antecipada.
Mas também não cabe minimizar uma acusação dessa natureza simplesmente como um desentendimento entre professor e aluno.
SE FOI “NEGUINHO”, AS CIRCUNSTÂNCIAS E A EVENTUAL MOTIVAÇÃO RACIAL PRECISAM SER INVESTIGADAS.
SE FOI “AMIGUINHO”, ISSO TAMBÉM PRECISA SER DEMONSTRADO NA APURAÇÃO.
Agora, Polícia Civil e escola têm diante delas uma questão objetiva: descobrir o que realmente foi dito dentro daquela sala de aula.
O Portal Auge1 mantém espaço aberto para manifestação das partes envolvidas e para atualização do posicionamento da instituição e das autoridades.
#SãoPaulo #Tatuapé #Racismo #InjúriaRacial #Educação #Escola #PolíciaCivil #DireitosHumanos #Auge1
Fonte: Secretaria da Segurança Pública de São Paulo; boletim de ocorrência, conforme informações divulgadas pela imprensa; posicionamento atribuído ao Colégio Objetivo.
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