Cidades
🚨 “PREFIRO NÃO RESPONDER”: COMPRA DE ÁLCOOL EM GEL NA GESTÃO VIRGINELLI VOLTA À TONA EM PLENA ELEIÇÃO
Vídeo recupera cobrança feita na Câmara de Sumaré durante a pandemia sobre compra considerada mais cara que referência apresentada por vereador; diante das perguntas, então secretário de Saúde respondeu: “Prefiro não responder”
Uma compra de álcool durante a pandemia da Covid-19, realizada quando Rafael Virginelli comandava a Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré, volta ao debate político seis anos depois — agora, em pleno período eleitoral de 2026.
O episódio não nasceu nesta eleição.
A controvérsia já havia chegado oficialmente à Câmara Municipal em 2020, quando vereadores cobravam explicações da Secretaria de Saúde sobre atos adotados durante a emergência sanitária. Documentos oficiais da própria Câmara confirmam que, em março daquele ano, o vereador Marcio Brianes, juntamente com Décio Marmirolli e Dr. Sérgio Rosa, apresentou requerimento para convocação de Rafael Virginelli, defendendo que o Legislativo precisava obter respostas da Secretaria de Saúde.
Agora, um vídeo daquele período recupera um dos momentos mais emblemáticos da cobrança.
Questionado por Brianes sobre a aquisição e sobre os valores apresentados durante a discussão, Virginelli respondeu:
“PREFIRO NÃO RESPONDER.”
A frase, registrada em vídeo, volta seis anos depois acompanhada de uma pergunta inevitável:
o que não foi explicado politicamente em 2020 pode ser esclarecido documentalmente em 2026?
💰 DIFERENÇA SUPERIOR A R$ 70 MIL FOI LEVADA AO DEBATE
Segundo o questionamento apresentado por Brianes e recuperado pelo vídeo analisado pelo Portal Auge1, a compra realizada em Sumaré teria apresentado uma diferença superior a R$ 70 mil em relação aos valores utilizados pelo vereador como parâmetro comparativo na época.
Brianes também questionou a existência de fornecedores mais próximos e as circunstâncias da aquisição emergencial.
O contexto era excepcional.
Sumaré havia decretado medidas emergenciais de enfrentamento à Covid-19 ainda em março de 2020. O decreto municipal relacionava expressamente álcool 70% entre os insumos necessários ao enfrentamento da pandemia.
Portanto, a necessidade de comprar produtos de higienização naquele momento não está em discussão.
A questão levantada era outra: quanto foi pago e por que foi pago aquele valor?
🧾 COMPARAÇÃO COM COMPRA REALIZADA POR OUTRO MUNICÍPIO
O vídeo também apresenta documentação utilizada para comparar preços praticados em aquisição pública realizada por outro município.
E existem registros oficiais confirmando que Avaré realizou, em abril de 2020, uma contratação emergencial de álcool em gel 70%, por dispensa de licitação, destinada às unidades municipais de Saúde.
A contratação registrada oficialmente foi de R$ 52.580, celebrada em 17 de abril daquele ano.
Esse tipo de comparação é importante, mas exige cuidado técnico.
Para concluir se Sumaré realmente pagou acima do mercado, é necessário confrontar datas, quantidades, tamanho das embalagens, especificações, concentração, fornecedor, condições de entrega e demais características das duas aquisições.
Ou seja:
uma diferença de preço, isoladamente, não comprova superfaturamento.
🎥 A PERGUNTA FOI FEITA. A RESPOSTA FOI: “PREFIRO NÃO RESPONDER”
É justamente nesse ponto que o vídeo ganha peso político e jornalístico.
Virginelli estava diante do Poder Legislativo, sendo questionado por um vereador sobre uma contratação realizada pela Secretaria que comandava.
Diante das perguntas, sua manifestação registrada foi:
“Prefiro não responder.”
Isso não significa confissão.
Também não prova superfaturamento, fraude ou qualquer crime.
Mas demonstra algo diferente e objetivamente relevante: houve oportunidade pública para responder aos questionamentos e o então secretário declarou que preferia não responder.
E, tratando-se de dinheiro público, a ausência de resposta não elimina a pergunta.
⚠️ SUPERFATURAMENTO NÃO PODE SER TRATADO COMO FATO SEM PROVA
O Portal Auge1 faz uma distinção necessária.
A compra foi questionada por possível diferença relevante de preços.
Isso não autoriza afirmar, sem uma análise completa do processo administrativo, que houve superfaturamento.
A pandemia produziu uma situação absolutamente atípica no mercado: escassez, aumento abrupto da procura, dificuldades logísticas e oscilações expressivas nos preços de produtos hospitalares e sanitários.
Por isso, uma auditoria séria não pode simplesmente comparar o preço encontrado em uma prateleira com aquele pago por uma administração pública.
É preciso comparar produto equivalente, quantidade equivalente e período equivalente.
Mas exatamente por isso surge outra questão:
se existia uma explicação técnica para a diferença apontada pelo vereador, por que ela não foi apresentada naquele momento?
🗳️ SEIS ANOS DEPOIS, O ASSUNTO ENCONTRA A ELEIÇÃO
Em 2020, Rafael Virginelli era secretário municipal de Saúde.
Em 2026, sua trajetória pública está inserida novamente no debate político-eleitoral.
E recuperar atos praticados durante o exercício de uma função pública não significa condenar antecipadamente ninguém.
Significa submeter o histórico de um agente político ao escrutínio público.
O eleitor pode avaliar obras, decisões, resultados e conquistas.
Da mesma maneira, pode conhecer controvérsias, questionamentos e episódios ocorridos durante a passagem de um candidato pela administração pública.
🔎 AGORA, OS DOCUMENTOS PODEM RESPONDER
Seis anos depois, a questão não precisa ficar restrita ao confronto verbal ocorrido na Câmara.
O processo administrativo da compra pode esclarecer objetivamente:
qual empresa vendeu o produto a Sumaré; quanto foi pago por unidade ou litro; qual quantidade foi adquirida; quais empresas apresentaram orçamento; quais preços foram pesquisados; por que o fornecedor escolhido venceu; qual era a especificação exata do produto; quando houve entrega; quanto foi efetivamente pago; e qual justificativa técnica sustentou a contratação emergencial.
Esses documentos também permitem verificar se a diferença superior a R$ 70 mil apontada na Câmara resulta de uma comparação tecnicamente válida.
Se havia justificativa para o preço, os documentos podem demonstrá-la.
Se não havia, a situação ganha outra dimensão.
📢 “PREFIRO NÃO RESPONDER” NÃO ENCERRA UMA PERGUNTA SOBRE DINHEIRO PÚBLICO
Talvez esse seja o ponto central da história.
Um secretário pode, diante de determinada circunstância, declarar que prefere não responder.
Mas uma contratação pública deixa documentos.
Empenhos deixam registros.
Pagamentos deixam registros.
Notas fiscais deixam registros.
Cotações deixam registros.
E dinheiro público exige prestação de contas.
Por isso, seis anos depois, o Portal Auge1 considera legítimo recuperar a pergunta feita dentro da Câmara e buscar uma resposta baseada não em disputa eleitoral, mas em documentação pública.
O espaço permanece aberto para que Rafael Virginelli apresente sua versão sobre o episódio e esclareça os motivos pelos quais respondeu “prefiro não responder” aos questionamentos feitos naquele momento, bem como apresente eventual justificativa técnica para os valores praticados na aquisição.
EM 2020, A RESPOSTA FOI: “PREFIRO NÃO RESPONDER”.
EM 2026, OS DOCUMENTOS PODEM RESPONDER? OU O CANDIDATO QUE APROVEITAR A OPRTUNIDADE DE RESPOSTA?
#Sumaré #RafaelVirginelli #ÁlcoolEmGel #Pandemia #Saúde #DinheiroPúblico #Eleições2026 #Transparência #Fiscalização #Política #Auge1
Fontes: registros da Câmara Municipal de Sumaré, Diário Oficial e vídeo da sessão analisado pelo Portal Auge1.
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