Connect with us
   

Notícias

🚨 NEULEPTIL 4%: ATÉ QUANDO? Mães atípicas denunciam falta prolongada de medicamento em Sumaré

Publicado

on

Imagem Pública Internet

Problema já foi denunciado pelo Portal Auge1 e famílias relatam dificuldades desde 2024; medicamento teve problema nacional de abastecimento, mas quase dois anos depois população cobra explicações sobre compras, estoques e alternativas oferecidas pela Prefeitura

Não é uma reclamação nova. Não é a primeira matéria. E, segundo mães atípicas de Sumaré, o problema continua.

Famílias voltam a denunciar dificuldades para conseguir Neuleptil 4% (periciazina 40 mg/mL) através da rede pública municipal.

Segundo relatos recebidos pelo Portal Auge1, mães que dependem da dispensação pública do medicamento para seus filhos enfrentam dificuldades desde novembro de 2024.

Estamos em agosto de 2026.

Se confirmado que o fornecimento permaneceu interrompido durante todo esse período para esses pacientes, estamos falando de aproximadamente:

21 MESES.

E a pergunta que precisa ser respondida pela Secretaria Municipal de Saúde é simples:

O QUE A PREFEITURA DE SUMARÉ FEZ DURANTE TODO ESSE TEMPO?

💊 AUGE1 JÁ DENUNCIOU O PROBLEMA

Não é a primeira vez que o Portal Auge1 recebe reclamações envolvendo o medicamento.

Em 29 de outubro de 2025, o Portal publicou reportagem relatando a falta do Neuleptil 4% nas farmácias municipais.

Naquela ocasião, famílias já afirmavam que precisavam comprar o medicamento com recursos próprios para não interromper tratamentos prescritos.

Para famílias de baixa renda, especialmente mães solo e responsáveis por crianças que necessitam de acompanhamento contínuo, esse custo pode representar um peso significativo no orçamento.

Agora, novamente, mães relatam que o problema não teria sido definitivamente solucionado.

QUANTAS VEZES AS FAMÍLIAS PRECISARÃO DENUNCIAR A MESMA SITUAÇÃO?

⚠️ MAS EXISTIU DESABASTECIMENTO NACIONAL

Uma investigação responsável também precisa apresentar o outro lado do problema.

Em março de 2024, a própria fabricante Sanofi comunicou oficialmente risco de desabastecimento temporário de apresentações do Neuleptil, incluindo a solução oral de 40 mg/mL, correspondente à concentração de 4%.

A empresa informou que comunicou a situação à Anvisa e que trabalhava para normalizar gradualmente o abastecimento.

Isso é importante.

Porque significa que seria irresponsável simplesmente afirmar que toda a falta registrada em Sumaré ocorreu exclusivamente por incompetência da Prefeitura.

MAS TAMBÉM NÃO ENCERRA A DISCUSSÃO.

Pelo contrário.

Se existia uma crise conhecida de abastecimento, o Município precisa mostrar como reagiu a ela.

🔎 ONDE ESTÃO AS TENTATIVAS DE COMPRA?

É aqui que a investigação precisa sair do discurso político e entrar nos documentos públicos.

O Auge1 quer saber:

Quando foi realizada a última compra de periciazina 40 mg/mL pelo Município de Sumaré?

Quantos frascos foram adquiridos?

Qual era o estoque existente em novembro de 2024?

Quando ocorreu o primeiro desabastecimento?

Quais licitações ou atas de registro de preços contemplaram o medicamento?

Houve fornecedor vencedor que posteriormente informou impossibilidade de entrega?

Foram aplicadas penalidades?

Houve tentativas emergenciais de aquisição?

Outros fornecedores foram consultados?

A Secretaria comunicou formalmente o desabastecimento às famílias?

Qual orientação foi oferecida aos pacientes?

E, principalmente:

QUAL É A SITUAÇÃO DO ESTOQUE HOJE?

🧩 AUTISMO NÃO SE RESUME A INAUGURAR EQUIPAMENTOS

Sumaré vem divulgando políticas e estruturas destinadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Essas iniciativas podem representar avanços importantes.

Mas política pública para pessoas com TEA não pode existir somente na inauguração de prédios, divulgação de projetos ou produção de fotografias institucionais.

A rede precisa funcionar todos os dias.

Isso inclui diagnóstico.

Terapias.

Especialistas.

Acompanhamento.

E, quando clinicamente prescritos, acesso aos medicamentos previstos nos mecanismos públicos de assistência farmacêutica aplicáveis a cada caso.

Uma mãe não pode receber discurso de inclusão enquanto precisa peregrinar atrás do medicamento prescrito ao filho.

⚖️ SAÚDE É DIREITO CONSTITUCIONAL

O artigo 196 da Constituição Federal determina que:

“A saúde é direito de todos e dever do Estado.”

Esse direito deve ser garantido mediante políticas que reduzam riscos e assegurem acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde.

A Lei nº 8.080/1990, que estrutura o SUS, também estabelece princípios como universalidade e integralidade da assistência.

E a Lei nº 12.764/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, assegura direitos relacionados à atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com TEA.

Isso não significa que qualquer marca ou medicamento desejado pelo paciente tenha automaticamente de ser fornecido pelo Município.

Mas significa que a continuidade da assistência e a resposta do poder público diante de um desabastecimento prolongado precisam ser explicadas.

🚨 NÃO BASTA DIZER “ESTÁ EM FALTA NO MERCADO”

Se essa for a resposta, o Auge1 pretende aprofundar a investigação.

Porque precisamos saber:

DESDE QUANDO?

POR QUAL MOTIVO?

QUAIS FORNECEDORES NÃO ENTREGARAM?

QUANTAS TENTATIVAS DE COMPRA FORAM REALIZADAS?

QUANTOS PACIENTES DE SUMARÉ FORAM AFETADOS?

QUAL ALTERNATIVA FOI OFERECIDA?

E QUANDO O FORNECIMENTO SERÁ NORMALIZADO?

Existe enorme diferença entre um Município não conseguir comprar um medicamento temporariamente indisponível no mercado e simplesmente permitir que uma situação permaneça sem solução administrativa durante meses.

Os documentos mostrarão em qual cenário Sumaré se encontra.

🏛️ E OS VEREADORES?

A cobrança também precisa chegar à Câmara Municipal.

Se famílias vêm reclamando da falta do mesmo medicamento desde 2024, quantos requerimentos foram apresentados pelos vereadores cobrando informações sobre o Neuleptil 4%?

Alguma comissão da Câmara investigou o desabastecimento?

Algum parlamentar solicitou os processos de compra?

Alguém perguntou quantas crianças e famílias estão sendo afetadas?

Algum vereador fiscalizou pessoalmente a assistência farmacêutica municipal?

A função fiscalizatória do Legislativo municipal está prevista constitucionalmente.

Portanto, diante de uma reclamação que atravessa meses e possivelmente anos:

ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO?

📢 AUGE1 COBRA RESPOSTAS — E DOCUMENTOS

Depois de sucessivas reclamações, não queremos apenas uma resposta genérica dizendo que “a Secretaria está trabalhando para regularizar”.

Queremos dados.

Queremos saber quanto foi comprado, quando foi comprado, de quem foi comprado, quanto foi entregue, quanto deixou de ser entregue e quantos pacientes ficaram sem atendimento.

Se o problema ocorreu exclusivamente em razão de desabastecimento nacional, os processos administrativos poderão demonstrar isso.

Se houve falha de planejamento, compra ou gestão municipal, os documentos também poderão mostrar.

É EXATAMENTE PARA ISSO QUE SERVE A TRANSPARÊNCIA PÚBLICA.

💔 PARA A ADMINISTRAÇÃO É UM ITEM. PARA UMA MÃE, É O FILHO

Dentro de uma planilha pública, Neuleptil 4% pode aparecer como apenas mais um item de uma lista de medicamentos.

Para uma família que possui prescrição médica e depende do tratamento, não é apenas um número.

É rotina.

É acompanhamento médico.

É estabilidade.

É orçamento familiar.

É qualidade de vida.

E são justamente essas famílias que afirmam estar esperando respostas desde 2024.

NOVEMBRO DE 2024 → AGOSTO DE 2026.

Se a informação das mães for documentalmente confirmada, 21 meses são tempo demais para que uma família continue perguntando onde está o medicamento do filho.

O Portal Auge1 continuará cobrando esclarecimentos da Secretaria Municipal de Saúde e buscará os processos de aquisição, estoques e registros de fornecimento do medicamento para verificar por que o problema persiste e quais providências efetivamente foram adotadas pelo Município.

#Sumaré #Neuleptil #Neuleptil4 #Periciazina #Autismo #TEA #MãesAtípicas #SaúdePública #SUS #FaltaDeMedicamentos #DireitoÀSaúde #CâmaraDeSumaré #Fiscalização #Auge1

Fonte: relatos de mães atípicas de Sumaré / reportagens anteriores do Portal Auge1 / Constituição Federal / Lei nº 8.080/1990 / Lei nº 12.764/2012 / comunicado de abastecimento do fabricante

Deixe o seu Comentário

Publicidade

Carregando dados do Brasileirão...

Publicidade

Mais Visto da Semana