Cidades
🚨 CÂMARA DE CAMPINAS CASSA MANDATO DE VINI OLIVEIRA POR QUEBRA DE DECORO
Vereador perde o cargo após plenário alcançar os 22 votos necessários; processo colocou no centro da discussão reuniões com empresa ligada à licitação bilionária do transporte público
A Câmara Municipal de Campinas cassou nesta quarta-feira (9) o mandato do vereador Vini Oliveira (Cidadania) por quebra de decoro parlamentar.
Para a perda do mandato eram necessários pelo menos 22 votos, correspondentes a dois terços dos 33 vereadores. O número mínimo necessário foi alcançado e a cassação foi aprovada.
⚠️ O QUE LEVOU À CASSAÇÃO?
O processo concentrou-se principalmente na atuação de Vini Oliveira em reuniões com representantes da Smile Transportes, empresa ligada a um dos consórcios participantes da licitação do transporte coletivo de Campinas.
A Comissão Processante entendeu que o vereador teria ultrapassado os limites da fiscalização parlamentar ao procurar informações junto a uma empresa diretamente interessada em uma concorrência pública que ainda estava em andamento.
O relatório final foi elaborado pelo vereador Otto Alejandro (PL) e aprovado por unanimidade pelos três integrantes da CP: Otto, Paulo Haddad (PSD) e Dr. Yanko (PP).
🔎 FISCALIZAÇÃO OU INTERFERÊNCIA?
Esse foi um dos pontos centrais do caso.
Fiscalizar o Poder Executivo e os serviços públicos faz parte das atribuições de um vereador. A questão analisada pela comissão foi até onde essa prerrogativa pode chegar.
Segundo o parecer, a forma como ocorreram os encontros privados com uma empresa diretamente interessada na licitação teria criado um possível conflito de interesses e levantado questionamentos sobre moralidade, impessoalidade e transparência no exercício do mandato.
A comissão também considerou que Vini não teria demonstrado satisfatoriamente o propósito e os resultados concretos da fiscalização que alegava realizar.
⚖️ DEFESA NEGOU IRREGULARIDADES
É importante registrar o outro lado.
A defesa de Vini Oliveira sustentou durante o processo que o parlamentar estava exercendo sua função fiscalizatória e contestou aspectos do procedimento conduzido pela Comissão Processante. Antes da votação do relatório final, chegou a pedir a suspensão da reunião, solicitação que acabou rejeitada.
A defesa também questionou anteriormente a tramitação da CP no Judiciário. Em julho, porém, um pedido urgente para paralisar a comissão foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, permitindo a continuidade dos trabalhos. Essa decisão era provisória e não representava julgamento do mérito das acusações.
🏛️ QUEM DECIDIU FOI O PLENÁRIO
Outro ponto precisa ficar claro.
A Comissão Processante não cassou o vereador.
Ela investigou os fatos, elaborou o relatório e recomendou a perda do mandato.
A decisão política final pertencia aos 33 vereadores de Campinas.
E nesta quarta-feira o plenário atingiu o mínimo de 22 votos necessários para a cassação, encerrando o mandato de Vini Oliveira.
🔥 UM RECADO PARA A POLÍTICA DE CAMPINAS?
A decisão estabelece um precedente político importante dentro do Legislativo campineiro.
A prerrogativa de fiscalização é uma das ferramentas mais importantes de um vereador — mas a Câmara entendeu, neste caso concreto, que ela não é ilimitada e que a maneira como foi exercida ultrapassou os limites compatíveis com o mandato.
Agora uma nova questão pode sair do plenário e chegar novamente aos tribunais:
a defesa aceitará a decisão política da Câmara ou tentará judicialmente anular a cassação?
O julgamento político terminou.
A disputa jurídica pode estar apenas começando.
#Campinas #ViniOliveira #CâmaraDeCampinas #Cassação #Política #TransportePúblico #Fiscalização #QuebraDeDecoro #Auge1
Fonte: Câmara Municipal de Campinas / Comissão Processante / imprensa regional.
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