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💰NOVA ODESSA: R$ 60 MILHÕES EM DÍVIDA? Leitinho pede autorização da Câmara para empréstimo milionário

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Prefeitura quer contratar financiamento com o Desenvolve SP para obras, máquinas e Parque Tecnológico; proposta chega ao Legislativo em meio a questionamentos sobre as contas municipais e vereadores terão que avaliar juros, prazo, parcelas e capacidade de pagamento

A Prefeitura de Nova Odessa quer autorização dos vereadores para assumir um compromisso financeiro que pode chegar a R$ 60 milhões.

O prefeito Cláudio José Schooder, o Leitinho (PSD), encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 64/2026, autorizando o Poder Executivo a contratar uma operação de crédito junto ao Desenvolve SP — Agência de Fomento do Estado de São Paulo.

O projeto está entre as novas propostas que entram em tramitação na Câmara e deverá passar pelas comissões antes de chegar à votação em plenário. A entrada da matéria foi confirmada na pauta legislativa divulgada para a sessão de segunda-feira, 31 de agosto.

E, diante do tamanho da operação, existe uma pergunta que precisa acompanhar o projeto do começo ao fim:

NOVA ODESSA TEM CONDIÇÕES DE ASSUMIR MAIS R$ 60 MILHÕES EM COMPROMISSOS FINANCEIROS?

🏗️ PARA ONDE IRIAM OS R$ 60 MILHÕES?

O dinheiro não é apresentado como recurso para custeio cotidiano da Prefeitura.

Segundo as informações divulgadas sobre o PL 64/2026, o financiamento deverá bancar investimentos estruturantes, incluindo:

pavimentação da Avenida Brasil;

recapeamento de vias;

modernização do Parque Tecnológico Municipal;

renovação da frota de máquinas públicas;

e revitalização do Bosque Isidoro Bordon.

São investimentos que podem produzir benefícios concretos para a cidade.

A discussão, portanto, não deve ser reduzida simplesmente a ser “a favor ou contra obras”.

A verdadeira questão é:

QUANTO NOVA ODESSA PAGARÁ POR ESSES R$ 60 MILHÕES?

💸 R$ 60 MILHÕES É O VALOR DO EMPRÉSTIMO. MAS QUAL SERÁ O VALOR DA DÍVIDA?

Esse é um dos principais pontos que os vereadores precisam esclarecer antes de autorizar a operação.

Uma coisa é o principal contratado.

Outra é o total desembolsado pelo Município depois de acrescentados:

juros;

correção ou atualização prevista no contrato;

encargos financeiros;

eventuais tarifas;

e o período total de amortização.

Se o Município tomar efetivamente R$ 60 milhões, quanto terá pago quando quitar a última parcela?

R$ 70 milhões?

R$ 80 milhões?

R$ 90 milhões?

Mais?

Não cabe especular.

CABE À PREFEITURA APRESENTAR A CONTA.

📊 E AS CONTAS ATUAIS DO MUNICÍPIO?

Esse ponto torna a análise ainda mais necessária.

Segundo os dados apresentados a partir de consulta ao painel do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Nova Odessa registrava em 2026:

Receita consolidada: R$ 203.797.962,27

Despesa empenhada consolidada: R$ 277.703.517,59

A diferença entre os números é de aproximadamente:

R$ 73,9 MILHÕES.

Mas existe uma ressalva fundamental.

Isso não permite afirmar que Nova Odessa esteja com déficit financeiro de R$ 73,9 milhões.

Empenho não é sinônimo de pagamento.

Além disso, uma comparação fiscal adequada precisa considerar período de referência, receita arrecadada, despesa liquidada, despesa paga, disponibilidade de caixa, restos a pagar, fontes vinculadas e outros componentes da execução orçamentária.

Ainda assim, uma despesa empenhada significativamente superior à receita registrada no recorte consultado é razão suficiente para que os vereadores aprofundem a análise antes de autorizarem novo endividamento.

🚨 A CÂMARA NÃO PODE ASSINAR UM CHEQUE EM BRANCO

O Legislativo não está sendo chamado apenas para autorizar obras.

Está sendo chamado para autorizar o Executivo a contrair uma obrigação financeira que será paga com recursos públicos futuros.

E R$ 60 milhões não desaparecem quando termina um mandato.

Dependendo do prazo da operação, parcelas poderão continuar sendo pagas por administrações futuras.

A OBRA PODE SER DE HOJE. A CONTA PODE FICAR PARA AMANHÃ.

É justamente por isso que a Câmara precisa conhecer as condições financeiras da operação antes de votar.

🧮 MOSTREM A SIMULAÇÃO COMPLETA

Antes de dizer “sim”, cada vereador deveria ter em mãos pelo menos:

taxa efetiva de juros; prazo total do financiamento; período de carência; sistema de amortização; número e valor estimado das parcelas; custo efetivo total da operação; garantias oferecidas; impacto anual sobre o orçamento e projeção da dívida consolidada do Município após a contratação.

E existe uma pergunta especialmente simples:

SE NOVA ODESSA PEGAR OS R$ 60 MILHÕES, QUAL SERÁ O VALOR TOTAL ESTIMADO DEVOLVIDO AO DESENVOLVE SP ATÉ A ÚLTIMA PARCELA?

A população merece conhecer esse número antes, não depois da assinatura do contrato.

⚖️ NÃO BASTA A CÂMARA AUTORIZAR: HÁ LIMITES FISCAIS

A contratação de operação de crédito por Município não depende apenas de vontade política.

Existem regras na Constituição Federal, Lei de Responsabilidade Fiscal e resoluções do Senado Federal, além das verificações relativas à capacidade de endividamento e às condições da operação.

Portanto, a aprovação de uma lei municipal autorizativa é uma etapa — não significa automaticamente que o Município poderá contratar R$ 60 milhões em quaisquer condições.

E isso reforça a responsabilidade dos vereadores.

A pergunta não deve ser somente:

“A operação é legal?”

Também deve ser:

“A operação é financeiramente responsável?”

🔎 VEREADORES PRECISAM OLHAR TAMBÉM PARA AS DÍVIDAS QUE JÁ EXISTEM

Há outro fato interessante acontecendo simultaneamente na própria Câmara.

Na sessão de segunda-feira, o vereador Paulinho Bichof apresenta requerimento solicitando informações justamente sobre a situação financeira do Município e débitos existentes com fornecedores.

A coincidência torna a discussão ainda mais relevante.

De um lado:

A PREFEITURA PEDE AUTORIZAÇÃO PARA CAPTAR ATÉ R$ 60 MILHÕES.

Do outro:

A PRÓPRIA CÂMARA PEDE EXPLICAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA E DÍVIDAS COM FORNECEDORES.

Então talvez a ordem lógica seja simples:

ANTES DE AUTORIZAR NOVA DÍVIDA, DESCUBRAM EXATAMENTE QUAL É A SITUAÇÃO DAS DÍVIDAS ATUAIS.

🏛️ A RESPONSABILIDADE AGORA CHEGA À CÂMARA

O prefeito apresentou sua proposta.

Agora começa a responsabilidade do Legislativo.

Os vereadores terão oportunidade de solicitar documentos, estudar números, analisar pareceres e questionar o Executivo antes de colocar o projeto em votação.

E há perguntas que precisam ser respondidas:

1. Qual é atualmente a dívida consolidada de Nova Odessa?

2. Quanto o Município possui de restos a pagar?

3. Quanto deve atualmente a fornecedores?

4. Qual é a disponibilidade financeira em caixa por fonte de recursos?

5. Qual será a taxa de juros do financiamento?

6. Qual será o prazo para pagamento?

7. Haverá carência? De quanto tempo?

8. Qual será o valor estimado das parcelas?

9. Qual será o custo total projetado dos R$ 60 milhões até a quitação?

10. Qual será o impacto da operação sobre a dívida consolidada e sobre os próximos orçamentos municipais?

11. Quanto será destinado individualmente a cada uma das obras e aquisições anunciadas?

12. Existem projetos executivos, memoriais e estimativas de custo dessas intervenções?

💣 R$ 60 MILHÕES NÃO PODEM SER VOTADOS NO AUTOMÁTICO

Não existe problema jurídico simplesmente porque um município busca financiamento para realizar investimentos.

Crédito público pode ser instrumento legítimo para antecipar infraestrutura que levaria anos para ser executada apenas com recursos próprios.

Mas dívida pública exige transparência.

O QUE NÃO PODE EXISTIR É AUTORIZAÇÃO MILIONÁRIA SEM QUE A POPULAÇÃO SAIBA QUANTO VAI RECEBER, QUANTO VAI PAGAR E POR QUANTO TEMPO.

Se o financiamento for vantajoso, os números poderão demonstrar.

Se Nova Odessa possui capacidade confortável para pagá-lo, os demonstrativos fiscais poderão comprovar.

Se os investimentos produzirão benefício maior que o custo financeiro, os projetos poderão sustentar essa decisão.

ENTÃO ABRAM OS NÚMEROS.

🚨 R$ 60 MILHÕES HOJE. QUANTO AMANHÃ?

Esse deveria ser o número mais importante de toda a discussão.

O Projeto de Lei estabelece um teto de contratação.

Mas a população precisa conhecer também o preço projetado do dinheiro.

Porque o cidadão não pagará somente pela pavimentação, pelo recapeamento, pelas máquinas ou pela revitalização.

Pagará também pelo financiamento utilizado para realizá-los.

Por isso, antes de levantar a mão no plenário, cada vereador deveria conseguir responder ao cidadão:

“EU SEI QUANTO NOVA ODESSA VAI PAGAR POR ESSES R$ 60 MILHÕES.”

Se ainda não consegue responder, talvez ainda não tenha informações suficientes para votar.

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Fonte: Câmara Municipal de Nova Odessa / Prefeitura de Nova Odessa / Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. A pauta divulgada para 31 de agosto indica que o PL nº 64/2026 ingressa em tramitação nas comissões, e não que será necessariamente votado nessa sessão.

Espaço aberto: O Portal Auge1 mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Nova Odessa, Câmara Municipal, Desenvolve SP e demais envolvidos, inclusive para apresentação das condições financeiras, simulações e documentos referentes à operação de crédito.

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